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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O CAPETA USA QUEM ELE QUER E COMO QUER

Essa é a proposta que a Sen. Marta Supl...icy vem propor. Quem acha que está certo, apague a matéria e fica por isso mesmo, mas se não concordar, faça como eu, repasse!!!

PEC elaborada pela OAB?!!!

Amigos,
É essa a Proposta de Emenda à Constituição que a Senadora Marta Suplicy e a Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB estão elaborando para o nosso País.
Principais pontos:
- Acabar com a família tradicional
- Retirar os termos "pai" e "mãe" dos documentos
- Acabar com as festas tradicionais das escolas (dia dos pais, das mães)
para "não constranger" os que não fazem parte da família tradicional - A partir de 14 anos, os adolescentes disporão de cirurgia de mudança de sexo custeada pelo SUS
- Cotas nos concursos públicos para homossexuais etc...
Eis o texto:
"A senadora Marta Suplicy (PT-SP) elogiou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), elaborada pela Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que quer ampliar privilégios a indivíduos viciados em práticas homossexuais. O texto tem a pretensão de introduzir na Constituição todas as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que favoreceram a agenda gay, inclusive a garantia de união estável para duplas homossexuais, com direito à conversão em casamento e adoção de crianças.
De acordo com a agência de notícias do Senado, “a PEC tem como um de seus principais ponto a criminalização da homofobia e estabelece a pena de dois a cinco anos de reclusão para aqueles que praticarem atos de discriminação e preconceito em virtude da orientação sexual de alguém. A mesma punição se estende aos que incitarem o ódio ou prega rem [contra a] orientação sexual ou identidade de gênero”.
Com a aprovação da PEC, a própria Constituição do Brasil se transformará num PLC 122. Mas Suplicy reconhece que a tentativa de transformar a Constituição do Brasil numa constituição anti-“homofobia” certamente enfrentará resistência de “setores como o da igreja”. A senadora acredita que, estrategicamente, será importante aprovar primeiro o PLC 122/2006, pois sua tramitação está mais avançada, tendo já sido aprovado sorrateiramente na Câmara dos Deputados e restando apenas a votação no Senado. O segundo passo, na avaliação de Marta, é apresentar a PEC, que é uma matéria mais ampla e complexa. “A PEC é bem mais difícil de aprovar. Então, vamos começar com a homofobia e avaliar o momento adequado para fazer uma PEC com essa amplitude, que é realmente o sonho que nós gostaríamos para todo o País”, explicou a senadora à agência do Senado.
O Estatuto da Diversidade Sexual conta com 109 artigos, que alteram 132 dispositivos legais. O Estatuto criminaliza a fobia, reconhece o direito à livre orientação sexual e iguala os direitos fundamentais entre heterossexuais e LGBTs.

Eis alguns dos “avanços” que o Estatuto da Diversidade Sexual propõe:

Legitimação da PEDOFILIA e outras anormalidades sexuais:
Título III, Art. 5º § 1º – É indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais.
Sob essa lei, a família nada poderá fazer para inibir um problema sexual nos filhos. A sociedade nada poderá fazer. E autoridades governamentais que ainda restarem com um mínimo de bom senso estarão igualmente impedidas de “interferir”.
Retirar o termo PAI E MÃE dos documentos:
Título VI, Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que devem ser substituídas por “filiação”. Essa lei visa beneficiar diretamente os ajuntamentos homossexuais desfigurados tratados como família. Para que as crianças se acostumem com “papai e papai” ou “mamãe e mamãe”, é preciso eliminar da mente delas o normal: “papai e mamãe”.
Começar aos 14 anos os preparativos para a cirurgia de mudança de sexo aos 18 anos (pode começar com hormônios sexuais para preparar o corpo):

Título VII, Art. 37 – Havendo indicação terapêutica por equipe médica e multidisciplinar de hormonoterapia e de procedimentos complementares não-cirúrgicos, a adequação à identidade de gênero poderá iniciar-se a partir dos 14 anos de idade.
Título VII, Art. 38 - As cirurgias de redesignação sexual podem ser realizadas somente a partir dos 18 anos de idade.

Cirurgias de mudança de sexo nos hospitais particulares e no SUS:
Título VII, Art. 35 – É assegurado acesso aos procedimentos médicos, cirúrgicos e psicológicos destinados à adequação do sexo morfológico à identidade de gênero.
Parágrafo único R 11; É garantida a realização dos procedimentos de hormonoterapia e transgenitalização particular ou pelo Sistema Único de Saúde – SUS.
Uso de banheiros e vestiários de acordo com a sua opção sexual do dia: (?)

Título VII, Art. 45 – Em todos os espaços públicos e abertos ao público é assegurado o uso das dependências e instalações correspondentes à identidade de gênero. Não é permitido deixar de ser homossexual com ajuda de profissionais nem por vontade própria:Título VII, Art. 53 – É proibido o oferecimento de tratamento de reversão da orientação sexual ou identidade de gênero, bem como fazer promessas de cura.
O Kit Gay será desnecessário, pois será dever do professor sempre abordar a diversidade sexual e consequentemente estimular a prática:

Título X, Art. 60 – Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda forma de discriminação, fazendo uso de material didático e metodologias que proponham a eliminação da homofobia e do preconceito.
Contos infantis que apresentem casais heterossexuais devem ser banidos se também não apresentarem duplas homossexuais travestidas de “casais:

Título X, Art. 61 – Os estabelecimentos de ensino devem adotar materiais didáticos que não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero.
As escolas não podem incentivar a comemoração do Dia dos Pais e das Mães:

Título X, Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas.
Cotas nos concursos públicos para homossexuais assim como já existem para negros no RJ, MS e PR e cotas em empresas privadas com já existe para deficientes físicos:

Título XI, Art. 73 – A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no mercado de trabalho a travestis e transexuais, transgêneros e intersexuais, atentando ao princípio da proporcionalidade.
Parágrafo único – Serão criados mecanismos de incentivo a à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas.

Casos de pedofilia homossexual irão correr em segredo de justiça:

Título XIII, Art. 80 – As demandas que tenham por objeto os direitos decorrentes da orientação sexual ou identidade de gênero devem tramitar em segredo de justiça.

Censura a piadas sobre gays:

Título XIV, Art. 93 – Os meios de comunicação não podem fazer qualquer referência de caráter preconceituoso ou discriminatório em face da orientação sexual ou identidade de gênero.

“O Estatuto da Diversidade Sexual é um avanço. Isso nunca havia sido pensado em relação às questões LGBT”, reconheceu Marta Suplicy, classificando-o como de importância “inquestionável”.
O Estatuto defende que o Estado é obrigado a investir dinheiro público para homossexuais que querem caros procedimentos de reprodução assistida por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e também o Estado é obrigado a criar delegacias especializadas para o atendimento de denúncias por preconceito sexual contra homossexuais, atendimento privado para exames durante o alistamento militar e assegura a visita íntima em presídios para homossexuais e lésbicas.


NÃO VAMOS DEIXAR ISSO ACONTECER! É O FIM DO MUNDO PESSOAL.
O POVO BRASILEIRO TEM QUE REAGIR, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.
LEMBREM DO QUE ACONTECEU NA ALEMANHA COM HITLER.
E TODOS SABEM DO RESULTADO FINAL.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

MARÍLIA GABRIELA COMENTA ENTREVISTA

Marília Gabriela comenta entrevista de Silas Malafaia no ‘De Frente com Gabi’: ‘Me senti na obrigação de dar meu ponto de vista’


PorSarah Curty | Correspondente do The Christian Post


Após a comentada e repercutida entrevista concedida pelo pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ao programa De Frente com Gabi, do SBT, apresentado pela jornalista Marília Gabriela, ela decidiu se pronunciar.

  • marília gabriela
    (Foto: Divulgação)
    Marília Gabriela.
De acordo com a jornalista, em entrevista para o site UOL, ela nunca havia visto Silas Malafaia falando, só havia lido a respeito dele. “E entendi porque ele faz tanto sucesso como pastor. É muito enfático. Por isso, me senti na obrigação de dar o meu ponto de vista, uma coisa que não costumo fazer”, afirma Gabi.
A jornalista ainda admitiu que fugiu do comportamento que normalmente tem nos seus programas ao expor uma opinião própria. “Quis dar um equilíbrio à entrevista”, defendeu a apresentadora.
Em um ponto da entrevista, Malafaia afirma que não acredita que um casal de homossexuais “tenham capacidade de desenvolver um ser humano”. Ao que Marília Gabriela respondeu: “Você é Deus, Silas. Você está julgando e prejulgando”. Ao final da entrevista, a jornalista ainda clama “Que o meu Deus, que eu não sei se é igual ao seu, te perdoe”.


O pastor ainda fez, entre outras, a afirmação de que ama os homossexuais assim como ama os bandidos, o que causou grande polêmica nas redes sociais nos últimos dias.
Os pontos de audiência do programa bateram os concorrentes do horário, criando um grande interesse do SBT em um novo encontro. Marília Gabriela, no entanto, afirma que não pretende se encontrar novamente com o pastor.
Críticas
Após a entrevista de Silas Malafaia causar furor na internet e ser criticada por cientistas, outros pastores e líderes religiosos, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma nota em repúdio às declarações proferidas pelo líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
De acordo com a nota, o pastor, que também é psicólogo, tratou a homossexualidade como um comportamento, indo de encontro ao que é dito e seguido pela psicologia.
"É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos direitos humanos", disse a nota.
Além disso, o CFP considerou as afirmações do pastor como desrespeitosas e preconceituosas aos homossexuais que não se inserem, “em hipótese alguma, no tipo de sociedade que a psicologia vem trabalhando para construir com outros atores sociais igualmente sensíveis e defensores dos direitos humanos."
O órgão disse ainda, na nota, que a homossexualidade não é considerada doença, desvio ou perversão, mas uma das possibilidades da existência humana.

MALAFAIA E OS GAYS

Silas Malafaia diz que responderá ao Conselho Federal de Psicologia `Gay` depois do carnaval


PorAmanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post


Depois que o Conselho Federal de Psicologia repudiou as declarações do pastor Silas Malafaia no “De Frente com Gabi” sobre a homossexualidade, o pastor foi ao seu Twitter informar que depois do carnaval vai responder à instituição, a qual ele chamou ironicamente de CFPG (Conselho Federal de Psicologia Gay).

  • silas malafaia
    (Foto: YouTube)
    Pastor Silas Malafaia responde ao ativista gay Marcio Retamero, que disse que estaria "disposto a pegar em armas se preciso for" em um discurso contra os evangélicos, no IX seminário LGBT, no Congresso Nacional, em Brasília.
Depois da entrevista de Silas Malafaia concedida à Marília Gabriela, o CFP divulgou um comunicado oficial dizendo que o pastor agrediu a perspectiva dos Direitos Humanos “a uma cultura de paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre orientação”.
“É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.”
Durante a entrevista, Silas Malafaia afirmou que a homossexualidade é um “comportamento” não havendo relação com a genética.
A CFP entende que a consideração de Silas Malafaia é de que a homossexualidade é uma doença e que sua resolução não considera como tal e proíbe “práticas de patologização da homossexualidade”.
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Durante a entrevista, Malafaia também afirmou que não é favor de que haja morte de homossexuais, mas que é contra o seu ativismo por direitos LGBT.
Malafaia alegou, por exemplo, que a PLC 122, proposta de lei que visa criminalizar a homofobia, possui artigos que infringem a Constituição brasileira.
A entrevista do pastor rendeu grande audiência, sendo a maior até o momento do “De Frente com Gabi”, entrando também para o Trending Topics do Twitter.

PARÁ INVADE SAMBÓDROMO


COMPRA DE VOTOS

Compra de votos deverá combatida pelo Judiciário
O crescente número de reclamações relacionadas à compra de votos é uma das principais preocupações do novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, desembargador Leonardo Tavares. Além de lançar campanhas educativas contra a prática ilegal, o magistrado promete investir em tecnologia, dando continuidade ao trabalho do desembargador Ricardo Nunes, ex-presidente do tribunal. Ampliar o sistema de biometria é outra meta do novo dirigente, que promete levar a tecnologia a mais sete municípios paraenses, além de dois onde o mecanismo já foi implantado. Nesta entrevista exclusiva ao repórter Evandro Flexa Jr., de O LIBERAL, Tavares fala sobre seus planos e comenta sobre os entraves que possivelmente terá pela frente.

Que metas o senhor aponta como primordiais para a sua gestão?
o O primeiro desafio são as eleições gerais de 2014, que vai estar totalmente concentrada aqui no TRE. O registro de candidato, a prestação de contas, entre outras coisas, serão algumas de nossas missões neste pleito. Outro desafio será a biometria. Nós estamos programando aumentar em 10% o número de eleitores cadastrados no sistema biométrico, levando para outros municípios, além de Capanema e Peixe-Boi.

Além das metas, creio que a Justiça eleitoral também tenha alguns entraves já visualizados. Quais deles o senhor pretende atacar primeiramente?
o O principal entrave, que não é uma especificidade só do Pará, mas de todo o Brasil, é a desinformação por parte dos eleitores. Além de mal instruídos, apresentam vícios como o de sempre querer ganhar alguma coisa para votar em fulano. Nós temos que acabar com essa cultura de candidato que compra voto, evitar, inclusive, a negociação em cima da hora, já que há registros de eleitor que vende voto por R$ 20. Nós pretendemos fazer uma campanha pedagógica nesse sentido, pra instruir o eleitor a saber escolher o seu candidato. Também temos que instruir o próprio candidato a saber fazer sua campanha, de forma honrosa, aproveitando a lei da ficha limpa. Vamos esclarecer melhor essa lei, tanto para os candidatos, quanto para os eleitores, e incentivar os adolescentes que estão em idade de votar (de 16 a 18 anos), bem co mo àqueles que estão com 15 anos, e que já votarão no ano que vem, a fazer o uso correto da democracia. É importante também fazer um trabalho com as crianças, que serão agentes multiplicadores, e poderão levar pra sua casa a cidadania. Aliás uma de nossas metas é implementar a cidadania dentro da escola e dentro de casa.

Ainda é grande o número de reclamações relacionadas a compra de voto? Como lidar com isso?
o Sim, é grande. E isso não ocorre só em Belém, que tem o maior colégio eleitoral do Estado, mas também em municípios menores, vizinhos. Isso tem sido cultivado e vem aumentando o número de reclamações. Infelizmente, é essa a realidade.

E por falar em irregularidades, a quantas anda a situação de Marituba e dos demais municípios paraenses que tiveram problemas com a eleição?
o Quanto à Marituba, estamos dependendo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que avalia o caso do prefeito Mário Bíscaro. Ele teve mais de 50% dos votos, ou seja, aproximadamente 27 mil votos. Por consequência disso, deverá ter outra eleição. Mas não é só isso. Como ele recebeu mais de 50% dos votos, a hipótese é de realização de novas eleições, mas à época o segundo colocado foi declarado eleito e diante disso, houve a interposição de mandado de segurança buscando desconstituir esse ato de declaração de eleito do candidato segundo colocado. Esse mandado de segurança foi julgado na última quinta-feira e à unanimidade a Corte Regional da Justiça Eleitoral acompanhou o voto da minha relatoria, no sentido de confirmar a liminar anteriormente concedida, de modo a tornar sem efeito a declaração de eleito então realizada, bem como os atos subseqüentes. Diante desse quadro, para que o município não fique sem governo, o presidente da Câmara Municipal de Marituba assume interinamente o comando da prefeitura, até que o TSE decida sobre o processo que ali tramita. Caso a decisão da Justiça Eleitoral do Pará que indeferiu o registro do candidato Mário Bíscaro seja mantida, serão realizadas novas eleições no município; caso a decisão seja reformada e o registro do candidato torne-se deferido, ele deverá ser declarado prefeito eleito de Marituba. Em resumo: vamos aguardar a posição do TSE, que pode confirmar a decisão do TRE. Como está dependente de um processo, aberto por prestação de contas não aprovada, se o TSE confirmar, haverá outra eleição.

Como está a preparação para as eleições de 2014?
o Fizemos algumas reuniões e pautamos as dificuldades que tivemos em 2012, para tentar solucionar estes problemas e melhorar a logística. Inclusive, já começamos a formar as comissões. Agora, para poder entrar no processo eleitoral, vamos reunir no mês que vem (março), provavelmente em Salinas, com todos os juízes e chefes de cartório, para discutir sobre isso.

Ainda há deficiência de servidores em alguns municípios? Como isso pode ser contornado?
o Nosso estado é continental e a dificuldade é grande quando o assunto é locomoção e transporte. Tem locais em que se anda doze horas pra levar uma urna, tem pontos com sérios problemas de logística, equipamentos com falta de combustível para transportar as urnas, entre outros. Também temos dificuldades na apuração, por isso o Pará é um dos últimos no Brasil a divulgar o resultado. Mas isso é natural, até pela situação geográfica nossa.

Para combater as distâncias, seria necessário investir em tecnologia, certo? Aliás, a biometria é um exemplo deste investimento. Quantos eleitores devem votar nesse sistema a partir de 2014?
o Cerca de 600 mil eleitores já votarão a partir da biometria. Nós temos no Estado do Pará um universo de aproximadamente cinco milhões de eleitores, ou seja, um pouco mais de 10% já estará no sistema de biometria. Hoje, nós estamos com a biometria em apenas dois municípios, que são relativamente pequenos: Peixe-Boi e Capanema. Juntos, eles totalizam 50 mil eleitores. Nossa meta é levar para mais sete municípios, entre eles Ananindeua, Castanhal, Curuçá, Paragominas, Barcarena e Terra Alta. A biometria é um projeto nacional de iniciativa do TSE que é executado pelos Tribunais Regionais. Cá entre nós neste biênio faremos o trabalho de revisão nos sete municípios já citados e para a realização desse trabalho será indispensável a realização de parcerias institucionais com o governo do Estado e com as prefeituras dos municípios onde as revisões acontecerão. É bom que se diga que o programa de recadastramento de eleitores com dados biométricos produz resultados para além da Justiça Eleitoral. Há parceria firmada entre a Justiça Eleitoral e o Ministério da Justiça com vista ao compartilhamento do cadastro em formação para a futura implantação de um Cadastro Nacional de Identificação dos brasileiros.

CRIME ORGANIZADO NO BRASIL

Réus e condenados irão chefiar nove Assembleias
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NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR
FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE

Blindados por colegas ou protegidos por recursos em andamento, deputados estaduais que se enquadram nos critérios de ficha suja ou com pendências na Justiça assumiram o comando de um terço das Assembleias Legislativas do país.

Deputados dizem que acusações são infundadas
Presidentes de 1/3 das Assembleias têm pendências judiciais; assista

A Folha identificou nove presidentes eleitos que já foram condenados ou respondem a processos.

Há casos como o de José Geraldo Riva (PSD), em Mato Grosso, que chegou a ser cassado, mas conseguiu voltar meses depois. Ele é réu em mais de cem ações cíveis e penais e já tem quatro condenações judiciais em primeira instância.

Chico Guerra (PSDB), reeleito para a Assembleia de Roraima, foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região por participação no chamado "esquema dos gafanhotos", que desviou dos cofres estaduais R$ 200 milhões.

E Ricardo Marcelo (PEN), que novamente comandará o Legislativo da Paraíba, teve a prestação de contas da sua campanha de 2006 rejeitada pelo Tribunal Regional Eleitoral local.

Os três são exemplos de presidentes que não passam nos critérios da Lei da Ficha Limpa, que barra a candidatura de políticos com contas reprovadas, condenados por órgãos colegiados, cassados ou que tenham renunciado para escapar da cassação.

Mas a norma aprovada em 2010 acabou sendo questionada no Supremo Tribunal Federal e só entrou em vigor no ano passado --quando os deputados já estavam exercendo seus mandatos.

"A gente não consegue que as punições se efetivem. É uma lacuna da lei", diz o promotor Célio Fúrio, autor da maioria das ações contra José Riva, que dirige a Assembleia de Mato Grosso pela sexta vez.

"Tecnicamente, a gente não pode chamá-lo de ficha-suja, mas não se tem notícia na história do Estado de um parlamentar com tantos problemas, seja de 'influência política', seja de improbidade administrativa", afirmou o promotor.

No levantamento, a reportagem encontrou casos de condenações em primeira instância contra presidentes dos Legislativos de Alagoas, Espírito Santo e Minas Gerais, além de acusações contra os do Rio, Acre e Piauí --cujo chefe, Themístocles Filho (PMDB), está no quinto mandato seguido.

Editoria de Arte/Folhapress

JULGAMENTOS

Para Jovita Rosa, diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, trata-se de uma "situação esdrúxula" permitir que deputados que se enquadram nas atuais vedações da Lei da Ficha Limpa comandem Assembleias.

Ela se encontrou com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, no final de janeiro e pediu agilidade nos julgamentos de políticos.

"Se a pessoa ainda está respondendo processo, a gente não sabe se é inocente ou não. As eleições de 2014 estão chegando aí, e a Lei da Ficha Limpa precisa valer para todos", afirma.

Na Bahia, em Pernambuco e Mato Grosso do Sul, os comandantes das Casas não somam problemas judiciais, mas simbolizam o amplo continuísmo nos Legislativos estaduais. Nos três casos, eles assumem o quarto mandato consecutivo.

FALTA PROFESSOR NAS ESCOLAS

Onde está o professor?

  • Um em três diretores reclama de alto índice de docentes que faltam ao trabalho na rede pública
Tatiana Farah (Facebook · Twitter)
Marcelle Ribeiro (Facebook · Twitter)
Efrem Ribeiro (Facebook · Twitter)
Publicado:
Atualizado:

Alunos da Escola Municipal Mariano Alves de Carvalho, em Teresina (PI), terão atribuídas notas para a conclusão do ano escolar
Foto: DIVULGAÇÃO
Alunos da Escola Municipal Mariano Alves de Carvalho, em Teresina (PI), terão atribuídas notas para a conclusão do ano escolarDIVULGAÇÃO
SÃO PAULO E TERESINA — No ano passado, todos os 117 alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Mariano Alves de Carvalho, em Teresina, foram aprovados em Português. Em situações normais, a notícia seria digna de comemoração pelo sucesso escolar. Mas não foi o caso. A aprovação em massa se deu porque, por seis meses, eles ficaram sem o professor titular da disciplina. Em seu lugar, foram colocados estagiários, que começaram a faltar rotineiramente por causa de atraso nos seus salários. Ao todo, foram 65 aulas perdidas. Para não prejudicar os estudantes, que dependiam do diploma para se matricular em escolas de ensino médio, a solução foi aprová-los.


— Não podemos fazer provas porque não sabemos o conteúdo que não estudamos. Os prejuízos da falta dessas aulas, vamos perceber depois — afirmou Larissa Márcia, de 16 anos, aluna do 9º ano.
Casos como o da Escola Municipal Mariano Alves de Carvalho não são tão raros no Brasil. Um em cada três diretores de escola pública do ensino fundamental no país disse que sua escola enfrentava problemas com alto índice de professores que faltam ao serviço. Além disso, quase metade (48%) deles reclamou que faltaram profissionais para completar o quadro de professores em algumas disciplinas ao longo do ano. Os dados constam do questionário respondido em 2011 pelos dirigentes na Prova Brasil, exame do Ministério da Educação que avalia a qualidade da Educação, e foram compilados no site Qedu.org.br pela Fundação Lemann. São dados sobre dois tipos de casos: escolas em que há falta de professor; e professores que faltam ao trabalho.
— É uma taxa alta, de 33% (a média brasileira no caso de professores que faltam ao trabalho), principalmente se considerarmos que, em muitos casos, falta o professor substituto — avaliou Ernesto Martins Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann.
O estado onde os diretores mais reclamaram de alto índice de professores que faltam ao serviço foi São Paulo. Segundo Faria, um dos fatores que podem ajudar a explicar isso é que lá, tanto na capital quanto na rede estadual, mesmo com professores assíduos sendo contemplados com bônus salariais, as leis locais permitem que professores tenham faltas abonadas. No governo do estado, o funcionalismo pode ter seis faltas médicas, além de outros seis abonos de faltas injustificadas. Na capital, são dez abonos, uma prática que é comum também em outras redes pelo país.
Relação entre faltas e desempenho do aluno
A ausência de um professor pode não ter efeitos imediatos trágicos, como a falta de um médico a um plantão. Mas afeta o futuro de milhões de alunos. Estudo liderado pela pesquisadora Priscilla Albuquerque Tavares (FGV e Mackenzie) revela a correlação entre taxa de professores faltosos e desempenho dos alunos. O levantamento, feito com alunos do 5º ano e iniciado em 2009, mostra que, na Região Metropolitana de São Paulo, de cada dez dias a mais que um professor falta, a média da nota de Matemática dos alunos sofre uma queda de 5%.
Em casos extremos, como o da escola em Teresina, as faltas afetam toda a escola.
— Não aprendi nada. Foram seis meses em que saímos da sala de aula, ficamos sentados nos bancos, debaixo das árvores, e até perturbando os colegas das outras salas — contou Francisca Leila, de 17 anos, aluna do 9º ano.
A gerente de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação de Teresina, Irene Lustosa, reconhece que o problema é grave. Ela afirma que o órgão criou um sistema de monitoramento da presença, e tem descoberto que a maioria dos professores alega problemas emocionais. Os faltosos respondem a processo administrativo. Segundo Irene, a tripla jornada de profissionais que dão aulas em várias escolas é outra causa.
— Os prejuízos são muito grandes. Alunos ociosos vão atrapalhar o clima organizacional porque, enquanto há turmas em aulas, há 30, 40 alunos ociosos nos corredores — reconhece Irene.
Em algumas cidades, as faltas chegam a comprometer quase metade do quadro docente. Em Taubaté, no interior de São Paulo, a situação é tão grave que a prefeitura abriu sindicância para apurar por que 800 dos 1,8 mil professores da rede pública estão em licença médica.
Diretores de escolas dizem que as faltas são mais comuns em escolas de periferia, que muitas vezes não são a primeira opção de docentes que acabaram de entrar no serviço público. Com dificuldade de conciliar horários, professores acabam escolhendo faltar na que está mais longe.
A Secretaria estadual de Educação de São Paulo informou que, ano passado, os professores tiveram 13% de faltas médicas, 9% de faltas justificadas, 2% de faltas injustificadas e 31% de faltas abonadas. O órgão disse também que, neste ano, foram contratados mais 10.360 professores. (Colaboraram Juraci Perboni e Gustavo Uribe)

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