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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
MAIS DETALHES SOBRE A MORTE DE JK
Governo de Minas vai participar de novas investigações sobre morte de JK
- Corpo do motorista do ex-presidente passará por nova perícia
- Juscelino Kubitschek sofreu um acidente fatal em 1976
SÃO PAULO - O governo de Minas Gerais anunciou nesta segunda-feira que vai participar das novas investigações da Comissão da Verdade de São Paulo em torno do episódio da morte de Juscelino Kubitschek. A entidade paulistana solicita novas perícias técnicas nos restos mortais de Geraldo Ribeiro, motorista do veículo no qual o ex-presidente sofreu um acidente e morreu em 1976.
Em reunião nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, ficou definido que o governo de Minas Gerais buscará a última perícia realizada nos restos mortais do motorista, enquanto a Comissão da Verdade de São Paulo irá providenciar a autorização judicial para a realização de uma nova exumação no corpo da vítima.
O corpo de Geraldo Ribeiro, que está enterrado no Cemitério da Saudade, em Belo Horizonte, passou por uma exumação em 1996 e foi identificado um fragmento metálico no crânio do motorista. Na época, a conclusão da perícia foi de que o objeto era constituído de restos de prego de caixão.
A suspeita da Comissão da Verdade de São Paulo, que teve acesso a depoimentos de testemunhas e a exame de raios X do crânio, é de que o fragmento metálico trata-se, na verdade, de um projétil de arma de fogo e de que o motorista teria sido, assim, assassinado.
— Nós ouvimos testemunhas do caso Juscelino Kubitschek em um das sessões da comissão. Foi trazido um exame de Raios X que mostra um pedaço de metal dentro do crânio que não aparenta ser um prego. Como a perícia foi feita em 1996, achamos estranho o orifício no crânio, onde poderia ser de um tiro. E já houve um perito que, na época, disse que o objeto aparentava um projétil de arma de fogo de uso exclusivo das Forças Armadas — afirmou o presidente da Comissão da Verdade de São Paulo, vereador Gilberto Natalini (PV-SP).
Para esclarecer a dúvida, o objeto de metal, anexado à perícia dos restos mortais, passará por novos exames. No ano passado, a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), a Comissão Nacional da Verdade decidiu reanalisar o inquérito e o processo da morte de Juscelino Kubitschek.
A entidade civil contesta a versão oficial de que o ex-presidente foi vítima de um acidente e alega que há lacunas na investigação sobre as causas da morte. O ex-secretário particular de Juscelino Kubitschek, Serafim Jardim, e o advogado Paulo Castelo Branco, que deram seus depoimentos sobre o caso para a Comissão da Verdade de São Paulo, também participaram da reunião desta segunda-feira com o governo de Minas Gerais.
O ex-presidente e seu motorista morreram em um desastre automobilístico no quilômetro 328 da Rodovia Presidente Dutra, trecho próximo a Resende, no Rio de Janeiro. O carro, um Chevrolet Opala, colidiu com uma carreta que transportava gesso. Em 1996, o corpo de Juscelino Kubitschek também passou por uma exumação. O laudo oficial concluiu que ele morreu em decorrência da colisão.
Veja também
O corpo de Geraldo Ribeiro, que está enterrado no Cemitério da Saudade, em Belo Horizonte, passou por uma exumação em 1996 e foi identificado um fragmento metálico no crânio do motorista. Na época, a conclusão da perícia foi de que o objeto era constituído de restos de prego de caixão.
A suspeita da Comissão da Verdade de São Paulo, que teve acesso a depoimentos de testemunhas e a exame de raios X do crânio, é de que o fragmento metálico trata-se, na verdade, de um projétil de arma de fogo e de que o motorista teria sido, assim, assassinado.
— Nós ouvimos testemunhas do caso Juscelino Kubitschek em um das sessões da comissão. Foi trazido um exame de Raios X que mostra um pedaço de metal dentro do crânio que não aparenta ser um prego. Como a perícia foi feita em 1996, achamos estranho o orifício no crânio, onde poderia ser de um tiro. E já houve um perito que, na época, disse que o objeto aparentava um projétil de arma de fogo de uso exclusivo das Forças Armadas — afirmou o presidente da Comissão da Verdade de São Paulo, vereador Gilberto Natalini (PV-SP).
Para esclarecer a dúvida, o objeto de metal, anexado à perícia dos restos mortais, passará por novos exames. No ano passado, a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), a Comissão Nacional da Verdade decidiu reanalisar o inquérito e o processo da morte de Juscelino Kubitschek.
A entidade civil contesta a versão oficial de que o ex-presidente foi vítima de um acidente e alega que há lacunas na investigação sobre as causas da morte. O ex-secretário particular de Juscelino Kubitschek, Serafim Jardim, e o advogado Paulo Castelo Branco, que deram seus depoimentos sobre o caso para a Comissão da Verdade de São Paulo, também participaram da reunião desta segunda-feira com o governo de Minas Gerais.
O ex-presidente e seu motorista morreram em um desastre automobilístico no quilômetro 328 da Rodovia Presidente Dutra, trecho próximo a Resende, no Rio de Janeiro. O carro, um Chevrolet Opala, colidiu com uma carreta que transportava gesso. Em 1996, o corpo de Juscelino Kubitschek também passou por uma exumação. O laudo oficial concluiu que ele morreu em decorrência da colisão.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/governo-de-minas-vai-participar-de-novas-investigacoes-sobre-morte-de-jk-10098761#ixzz2flLAsfBE
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
DOI-CODI UM DIA A VERDADE TEM QUE APARECER
Visita da Comissão da Verdade ao DOI-Codi tem bate-boca e agressão entre parlamentares
- Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) diz ter levado um soco na barriga do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que nega agressão
- Grupo montou um varal em frente ao Batalhão do Exército, na Tijuca, com as fotos de mortos e desaparecidos da ditadura
Tópicos da matéria:
RIO e BRASÍLIA — A visita de integrantes da Comissão Estadual da Verdade do Rio, parlamentares e representantes do Ministério Público ao 1º Batalhão da Polícia do Exército, na Tijuca, Zona Norte, na manhã desta segunda-feira, foi marcada por agressões e bate-boca. Durante uma discussão, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) atingiu o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) com um soco na barriga. No local, funcionou o Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), principal centro de tortura durante a ditadura militar (1964-1985). No fim de agosto, a visita do grupo foi barrada pelo Exército.
A confusão começou quando Bolsonaro, que é militar da reserva do Exército e não fazia parte da lista que participaria da visita, quis entrar no Batalhão. O parlamentar, no entanto, foi impedido por integrantes da Comissão da Verdade. Ele, então, forçou a entrada em um portão, na Rua Barão de Mesquita, mas a ação foi repreendida pelo senador Randolfe Rodrigues. Os dois, então, trocaram empurrões, ofensas e a discussão terminou em agressão. Por fim, Bolsonaro conseguiu entrar no prédio, mas ficou no pátio do Batalhão.
— A única intenção do Bolsonaro era de impedir que a visita se concretizasse. Era de tumultuar a visita. Mas uma vez o senhor Bolsonaro fracassou. Ele nos agrediu. Tentou fazer a visita junto conosco. Dissemos que ele não era bem-vindo e foi afastado (...) Ele claramente nos agrediu na entrada covademente. Eu e o senador (João) Capiberibe (PSB-AP) tentamos impedir a entrada dele. E aí o mecanismo foi o ataque por baixo (soco na barriga) — relatou Randolfe Rodrigues.
A acusação de agressão contra o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) na manhã desta segunda, no DOI-Codi, no Rio, pode custar um processo por quebra de decoro parlamentar ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O PSOL irá protocolar amanhã representação contra o parlamentar ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O PSOL irá protocolar amanhã representação contra o parlamentar fluminense, acusando de dar um soco no estômago de Randolfe.
— Ele usou de violência contra um senador. O Bolsonaro, mais uma vez, extrapola todos os limites — afirmou o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP).
Bolsonaro conseguiu entrar no quartel, mas permaneceu no pátio do batalhão enquanto a comissão e os parlamentares estavam no antigo DOI-Codi. O deputado negou ter dado o soco:
— Houve uma agressão física a mim, que foi barrar um deputado federal. Meteram o braço na frente. Depois, o senador Randolfe comprou a briga. Houve troca de ofensas e eu o empurrei por baixo para poder entrar. Se eu tivesse dado um soco nele, estaria dormindo até agora. Eu ficaria muito triste em dar um soco numa pessoa como aquela.
Bolsonaro mostrou-se despreocupado com a iniciativa do PSOL de fazer uma representação contra ele e ainda ironizou:
— Vou ficar sem dormir até o Natal. O PSOL deveria é investigar o esquema de corrupção do partido aqui no Rio. Quero ver — disse Bolsonaro.
O deputado, que é ligado às Forças Armadas, afirmou que tinha autorização do Ministério da Defesa para entrar nas antigas instalações do Doi-Codi. Apesar de não estar presente na reunião da semana passada entre o ministro Celso Amorim, Capiberibe e Randolfe Rodrigues, Bolsonaro disse foi levantada a possibilidade de sua presença. Segundo o parlamentar, Capiberibe afirmou que ele não entraria no prédio se aparecesse.
— Mas o ministro Celso Amorim me autorizou entrar — disse Bolsonaro.
O deputado reafirmou que apenas "empurrou por baixo" o senador Randolfe.
— Foi a única maneira de tirá-lo da minha frente. Se não ia ficar com cara de pastel. Podem até interpretar como um soco, mas não foi.
Grupo quer tombamento do prédio e informações de desaparecidos
A visita às dependências do Exército faz parte da campanha para que o local seja tombado e transformado em um centro de memória. Além disso, a comissão entregou um ofício com pedidos de informações sobre os prisioneiros políticos que passaram pelo DOI-Codi durante a ditadura, registros sobre servidores que atuaram no departamento e também sobre o atentado à bomba na OAB, em agosto de 1980.
No documento entregue ao Exército, há ainda pedidos de informações relacionadas às seguintes pessoas mortas e desaparecidas, a maioria com passagem pelo DOI-Codi: Mario Alves, Celso Gilberto de Oliveira, Rubens Paiva, Raul Amaro Nin Ferreira, Antônio Joaquim de Souza Machado, Carlos Alberto Soares de Freitas, Gerson Theodoro de Oliveira, Mauricio Guilherme da Silveira, Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, Walter Ribeiro Novaes, Heleni Telles Ferreira Guariba, Paulo de Tarso Celestino Silva, José Raimundo da Costa, Paulo Costa Ribeiro Bastos, Sérgio Landulfo Furtado, Umberto A. Câmara Neto, João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, Eduardo Collier Filho, David Capistrano da Costa, José Roman, Luiz Ignácio Maranhão Filho e Walter de Souza Ribeiro.
Toda a permanência na comissão e dos parlamentares no local foi filmada e fotografada pelo Exército. Já a imprensa não teve autorização para acompanhar a visita. O GLOBO teve acesso a parte do encontro. Deputados, senadores e integrantes da Comissão da Verdade foram recebidos em um auditório e assistiram a uma palestra. Na apresentação, houve saia-justa. Ao contar a história da Polícia do Exército,o comandante da instituição, o tenente-coronel Luciano, não mencionou o período da ditadura. A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) interviu:
— Seria bom o senhor inserir nesse relato histórico o que aconteceu neste espaço (antigo DOI-Codi) — afirmou Luiza Erundina, autora de um projeto que prevê a revisão da Lei da Anistia para que agentes do Estado que cometeram violações como torturas, mortes e desaparecimentos sejam julgados e punidos.
O militar respondeu:
— Eu procurei não entrar nisso (ditadura) para não politicar.
A parlamentar retrucou:
— Não é politizar. É o resgate da história!
O jornalista Álvaro Caldas, integrante da Comissão da Verdade do Rio e ex-preso do DOI-Codi, participou da visita. Ele conta que reconheceu o local, apesar das obras que foram realizadas no prédio ao longo dos anos.
— Foi um suplício. Foi o pior local que eu passei na minha vida. Estou com 72 anos. Estive aqui duas vezes, em 1970, quando era militante do PCBR (Partido Comunistra Brasileiro Revolucionário). Fui preso e torturado com choque elétrico, pau de arara e afogamento. Peguei dois anos e meio de cadeia por causa da minha militância política. Em 1973, eu trabalhava no Jornal do Brasil. Entrei aqui de capuz. Agora, pela primeira vez, estou entrando sem capuz. Reconheci tudo, mas não está igual. Esse prédio foi usado pelo DOI-Codi como centro de tortura — disse Caldas.
O presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio, Wadih Damous, comemorou a visita:
— Nos foi possível identificar onde de fato ficava o DOI-Codi, as celas, os locais de suplício. Então, considero o dia de hoje histórico. É a primeira vez numa democracia que uma comitiva de entidades da sociedade civil e parlamentares puderam ingressar num lugar tão macabro.
Um grupo de 30 estudantes e de integrantes de partidos como o PCBR montou um varal em frente ao Batalhão com as fotos de mortos e desaparecidos da ditadura, entre eles Wladimir Herzog. Na manifestação, que ocupou uma faixa da rua Barão de Mesquita, também estava presente o grupo Tortura Nunca Mais.
Além de Randolfe Rodrigues e Wadih Damous, a comitiva conta ainda com a presença do senador João Capiberibe (PSB-AP) e das deputadas federais Luiza Erundina (PSB-SP) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). O policiamento foi reforçado no local.
Veja também
— A única intenção do Bolsonaro era de impedir que a visita se concretizasse. Era de tumultuar a visita. Mas uma vez o senhor Bolsonaro fracassou. Ele nos agrediu. Tentou fazer a visita junto conosco. Dissemos que ele não era bem-vindo e foi afastado (...) Ele claramente nos agrediu na entrada covademente. Eu e o senador (João) Capiberibe (PSB-AP) tentamos impedir a entrada dele. E aí o mecanismo foi o ataque por baixo (soco na barriga) — relatou Randolfe Rodrigues.
A acusação de agressão contra o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) na manhã desta segunda, no DOI-Codi, no Rio, pode custar um processo por quebra de decoro parlamentar ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O PSOL irá protocolar amanhã representação contra o parlamentar ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O PSOL irá protocolar amanhã representação contra o parlamentar fluminense, acusando de dar um soco no estômago de Randolfe.
— Ele usou de violência contra um senador. O Bolsonaro, mais uma vez, extrapola todos os limites — afirmou o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP).
Bolsonaro conseguiu entrar no quartel, mas permaneceu no pátio do batalhão enquanto a comissão e os parlamentares estavam no antigo DOI-Codi. O deputado negou ter dado o soco:
— Houve uma agressão física a mim, que foi barrar um deputado federal. Meteram o braço na frente. Depois, o senador Randolfe comprou a briga. Houve troca de ofensas e eu o empurrei por baixo para poder entrar. Se eu tivesse dado um soco nele, estaria dormindo até agora. Eu ficaria muito triste em dar um soco numa pessoa como aquela.
Bolsonaro mostrou-se despreocupado com a iniciativa do PSOL de fazer uma representação contra ele e ainda ironizou:
— Vou ficar sem dormir até o Natal. O PSOL deveria é investigar o esquema de corrupção do partido aqui no Rio. Quero ver — disse Bolsonaro.
O deputado, que é ligado às Forças Armadas, afirmou que tinha autorização do Ministério da Defesa para entrar nas antigas instalações do Doi-Codi. Apesar de não estar presente na reunião da semana passada entre o ministro Celso Amorim, Capiberibe e Randolfe Rodrigues, Bolsonaro disse foi levantada a possibilidade de sua presença. Segundo o parlamentar, Capiberibe afirmou que ele não entraria no prédio se aparecesse.
— Mas o ministro Celso Amorim me autorizou entrar — disse Bolsonaro.
O deputado reafirmou que apenas "empurrou por baixo" o senador Randolfe.
— Foi a única maneira de tirá-lo da minha frente. Se não ia ficar com cara de pastel. Podem até interpretar como um soco, mas não foi.
Grupo quer tombamento do prédio e informações de desaparecidos
A visita às dependências do Exército faz parte da campanha para que o local seja tombado e transformado em um centro de memória. Além disso, a comissão entregou um ofício com pedidos de informações sobre os prisioneiros políticos que passaram pelo DOI-Codi durante a ditadura, registros sobre servidores que atuaram no departamento e também sobre o atentado à bomba na OAB, em agosto de 1980.
No documento entregue ao Exército, há ainda pedidos de informações relacionadas às seguintes pessoas mortas e desaparecidas, a maioria com passagem pelo DOI-Codi: Mario Alves, Celso Gilberto de Oliveira, Rubens Paiva, Raul Amaro Nin Ferreira, Antônio Joaquim de Souza Machado, Carlos Alberto Soares de Freitas, Gerson Theodoro de Oliveira, Mauricio Guilherme da Silveira, Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, Walter Ribeiro Novaes, Heleni Telles Ferreira Guariba, Paulo de Tarso Celestino Silva, José Raimundo da Costa, Paulo Costa Ribeiro Bastos, Sérgio Landulfo Furtado, Umberto A. Câmara Neto, João Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, Eduardo Collier Filho, David Capistrano da Costa, José Roman, Luiz Ignácio Maranhão Filho e Walter de Souza Ribeiro.
Toda a permanência na comissão e dos parlamentares no local foi filmada e fotografada pelo Exército. Já a imprensa não teve autorização para acompanhar a visita. O GLOBO teve acesso a parte do encontro. Deputados, senadores e integrantes da Comissão da Verdade foram recebidos em um auditório e assistiram a uma palestra. Na apresentação, houve saia-justa. Ao contar a história da Polícia do Exército,o comandante da instituição, o tenente-coronel Luciano, não mencionou o período da ditadura. A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) interviu:
— Seria bom o senhor inserir nesse relato histórico o que aconteceu neste espaço (antigo DOI-Codi) — afirmou Luiza Erundina, autora de um projeto que prevê a revisão da Lei da Anistia para que agentes do Estado que cometeram violações como torturas, mortes e desaparecimentos sejam julgados e punidos.
O militar respondeu:
— Eu procurei não entrar nisso (ditadura) para não politicar.
A parlamentar retrucou:
— Não é politizar. É o resgate da história!
O jornalista Álvaro Caldas, integrante da Comissão da Verdade do Rio e ex-preso do DOI-Codi, participou da visita. Ele conta que reconheceu o local, apesar das obras que foram realizadas no prédio ao longo dos anos.
— Foi um suplício. Foi o pior local que eu passei na minha vida. Estou com 72 anos. Estive aqui duas vezes, em 1970, quando era militante do PCBR (Partido Comunistra Brasileiro Revolucionário). Fui preso e torturado com choque elétrico, pau de arara e afogamento. Peguei dois anos e meio de cadeia por causa da minha militância política. Em 1973, eu trabalhava no Jornal do Brasil. Entrei aqui de capuz. Agora, pela primeira vez, estou entrando sem capuz. Reconheci tudo, mas não está igual. Esse prédio foi usado pelo DOI-Codi como centro de tortura — disse Caldas.
O presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio, Wadih Damous, comemorou a visita:
— Nos foi possível identificar onde de fato ficava o DOI-Codi, as celas, os locais de suplício. Então, considero o dia de hoje histórico. É a primeira vez numa democracia que uma comitiva de entidades da sociedade civil e parlamentares puderam ingressar num lugar tão macabro.
Um grupo de 30 estudantes e de integrantes de partidos como o PCBR montou um varal em frente ao Batalhão com as fotos de mortos e desaparecidos da ditadura, entre eles Wladimir Herzog. Na manifestação, que ocupou uma faixa da rua Barão de Mesquita, também estava presente o grupo Tortura Nunca Mais.
Além de Randolfe Rodrigues e Wadih Damous, a comitiva conta ainda com a presença do senador João Capiberibe (PSB-AP) e das deputadas federais Luiza Erundina (PSB-SP) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). O policiamento foi reforçado no local.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/visita-da-comissao-da-verdade-ao-doi-codi-tem-bate-boca-agressao-entre-parlamentares-10096873#ixzz2flKl7Keg
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
qualificação de funcionários
EDUCAÇÃO OFERECE CURSOS DE PÓS
GRADUAÇÃO
A Secretaria Municipal de
Educação, Esporte e Lazer (SMECE) de Seropédica continua inovando ao oferecer
para funcionários da rede municipal de ensino o curso de Pós Graduação em
Gestão da Educação Pública e o o curso de Pós Graduação em Gestão e Coordenação
Pedagógica de forma que os funcionários participantes possam se capacitar para
gerir com mais qualidade e eficácia os setores e unidades escolares sob os
quais são responsáveis.
O curso será realizado no
Auditório do Anexo da SMECE e no Auditório do Centro de Atenção Integral a
Criança (CAIC) Paulo Dacorso Filho através de uma parceria entre a secretaria e
a Faculdade São Judas Tadeu (FSJT).
Ao falar sobre a oportunidade de
fazer o curso, a secretária Lucia Martinazzo destacou a proximidade com o local
de trabalho e o horário de realização do curso como facilitadores para a
realização do mesmo. “O curso será ministrado aqui no Auditório da SMECE e no
Auditório do CAIC durante nosso horário de trabalho, o que nos facilitará a
cursá-lo da melhor forma possível”, destacou.
Lucele Cavachini, coordenadora do
curso, destacou a importância da pós graduação para a qualidade dos projetos a
serem desenvolvidos. “Estamos aqui hoje para formar novos líderes, desta forma
capacitando os diretores, professores, enfim os funcionários para desenvolverem
projetos de qualidade para o município”, declarou.
Lucele explicou o funcionamento
do curso e a estrutura curricular que contará com uma carga horária de 325
horas presenciais, 64 horas de ensino a distância e 200 horas de estágio.
A SMECE custeia 75% da
mensalidade do curso de pós graduação dos funcionários. “O curso não é
gratuito, porém a secretaria se responsabiliza em custear 75% do valor da
mensalidade”, disse Lucia Martinazzo. “A Pós Graduação é de suma importância
para toda a rede, pois qualifica o profissional ainda mais para o trabalho e
contribui para a promoção da Gestão Democrática”, concluiu.
CURSOS PARA EMPRESÁRIOS EM SEROPÉDICA
PREFEITURA DO SEROPÉDICA ABRE
INSCRIÇÕES PARA CURSOS VOLTADOS A EMPRESÁRIOS
A Prefeitura de Seropédica,
através da Secretaria Trabalho e Renda, em parceria com o Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), lança uma série de cursos de
qualificação para empresários e empreendedores individuais.
Os cursos do Programa SEI (Sebrae para Empreendedores Individuais)
têm por objetivo oferecer gratuitamente a empresários e empreendedores
individuais formalizados no município de Seropédica, qualificação em gestão
empresarial, através de capacitações do SEBRAE, a serem realizados entre os
meses de outubro e novembro.
Os cursos irão proporcionar a
geração de mais oportunidades e renda para os empreendedores através da
melhoria na gestão e maior profissionalização de seus negócios.
Marcia Lopes, secretária de
Trabalho e Renda, destacou que as inscrições deverão ser realizadas na
Secretaria de Trabalho e Emprego, localizada a Estrada Rio/São Paulo, KM 41,
sendo necessário a apresentação do número do CNPJ da empresa.
Curso
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Assunto
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Data
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SEI PLANEJAR
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Ensina como aplicar ferramentas
de planejamento para melhorar o desempenho do negócio.
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18/10 de 9 H ÁS 12h
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SEI COMPRAR
|
Aborda a importância dos elementos que envolvem o
processo de compra.
|
18/10 de 14 H As 17h
|
SEI VENDER
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Aborda como os elementos de marketing podem
ampliar a venda.
|
08/11 de 9H AS 12h
|
SEI CONTROLAR MEU
DINHEIRO
|
Ensina como monitorar o controle de caixa no dia
a dia empresarial.
|
08/11 de 14 H AS 17h
|
Programa de Rádio com Wilson Beserra
WILSON BESERRA CONVERSA DIRETAMENTE COM A POPULAÇÃO NO PROGRAMA TROCA DE IDÉIAS
Na tarde desta quinta-feira (19) o programa Troca de Idéias da Rádio Onda Fm recebeu Wilson Beserra, Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável da cidade de Seropédica .
Convidado pelo locutor e produtor da rádio João Lindner Neto, mais conhecido como J Neto, o Secretário aproveitou o espaço oferecido para tirar dúvidas e divulgar futuros projetos que beneficiarão a todos, com ações voltadas para a população. Ele atribui a credibilidade dedicada a ele por conta do Prefeito Martinazzo à afinidade entre os dois. “Gerir uma entidade da dimensão de uma prefeitura depende de bons profissionais que estejam dispostos a fazer uma administração com olhar diferente, resgatando a cidadania, dando transparência às ações efetuadas por cada Secretaria. Delegar funções para que cada Secretário possa desempenhar o melhor trabalho que puder. A união entre a Prefeitura e às Secretarias é fundamental para a credibilidade de uma gestão que beneficie a toda população”, enfatiza o secretário.
Foram feitas perguntas sobre a aparência da cidade e o que há de projeto para a área de urbanismo. Wilson apresentou o PROJETO SEROPÉDICA CIDADE SUSTENTÁVEL, que já está em andamento com mais de 20 praças reformadas em menos de um ano, e à preservação da identidade rural que a cidade tem. “São 80 projetos nesta área, já iniciando com as obras na Antiga Rio - São Paulo (BR 465), pensando na ótima localização logística, já reconhecida desde o tempo de D Pedro, que designou o local para que se fizesse o “Caminho do Ouro” e foi passagem da Corte Real para a Proclamação da República às margens do Rio Ipiranga. O projeto futuro envolve tanto a reurbanização da Antiga Rio - São Paulo e da Reta de Piranema (RJ 099), e também a criação do BRT intermunicipal em parceria com os Governos Estadual e Federal”, destaca.
O lixão também foi assunto abordado, devido à reclamações sobre o mal cheiro e o tráfego de caminhões de lixo pela cidade. Em resumo, Wilson diz que fortes ações já estão em prática sobre os transportadores do lixo, que são multados ao pararem em qualquer local dentro de Seropédica. Soluções para o caso seriam o transporte de trem ou pelo arco metropolitano, que já estão sendo analisadas.
Wilson afirmou que já estão cadastrados no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) mais de 400 (quatrocentos) milhões para colocar em prática obras de melhorias com saneamento, básico, infra estrutura, pavimentação entre outros para bairros inteiros. A iluminação de led virá de São João de Meriti até a Dutra, favorecendo toda a cidade.
Na área da saúde, o Secretário Marcus Baroni já iniciou projetos que atendem tanto à nossa população, como também a municípios vizinhos. A exemplo disso, a nossa Maternidade e a UPA 24 horas.
Wilson falou também sobre o informativo que a Prefeitura está distribuindo pelas ruas, que é um canal de comunicação, colocando as pessoas a par das ações efetuadas no município, porque a avaliação da população é muito importante para todos nós.
Também participaram da mesa de debate Moacir Amorim (Moacir da CEDAE), Suelen Cruz, Jorge Lopes, Gilberto Krik. ascom.




















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