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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Rede Pública reprovada pelo Enem

Alunos da rede pública e privada têm queda no desempenho na redação do Enem
Publicidade

FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

Ouvir o texto

A nota dos concluintes das redes pública e privada na redação do Enem piorou entre 2011 e 2012. No ano passado, a média dos estudantes de escolas particulares foi de 602,16 --a pontuação varia de 0 a 1000. Em 2011, essa nota média foi de 612.

Entre os concluintes da rede pública, a nota na redação em 2011 foi de 512. Em 2012, quando o tema foi a imigração para o Brasil no século 21, a média foi de 495,54.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Ministério da Educação e consideram, assim como no ano passado, apenas as escolas em que mais de 50% dos alunos do 3º ano do ensino médio fizeram o exame. Com isso, o recorte abrange 60,7% do universo de escolas no país (11.239 de um total de 18.511).

O desempenho dos concluintes da rede privada apenas é inferior ao dos alunos na rede federal de ensino --os colégios de aplicação ou técnicos. "A média [das públicas] é sempre inferior ao setor privado. O que digo é que: você está pegando [um universo de] 2 milhões e no privado são 300 e poucos mil", argumentou o ministro Aloizio Mercadante (Educação).

Ao todo, 2,03 milhões de concluintes do ensino médio estão no setor privado, frente a 323 mil nas escolas particulares. Com base em tabela divulgada pelo Inep, responsável pelo Enem, Mercadante ponderou que se selecionados os 215,5 mil melhores alunos da rede pública, o desempenho desse grupo é superior à média do setor privado.

"Quando olho os melhores do setor público, eles competem muito em igualdade de condições com o setor privado", disse o ministro.

MAPA DE ITENS

A partir da tarde de hoje, escolas públicas e privadas, além dos próprios alunos, podem consultar no site do Inep o detalhamento do desempenho no Enem 2012. Até aqui, o ministério divulgava a média geral dos alunos de um determinado colégio.

"A média é influenciada pelos extremos. Agora, o gestor vê essa distribuição", afirmou o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa. Para o MEC, essa será uma importante ferramenta pedagógica para os professores, com base no desempenho dos alunos, melhorarem o ensino em sala de aula.

A intenção é disponibilizar esse mesmo mapa dos itens das edições anteriores do Enem.

ÁREAS DO CONHECIMENTO

Nas quatro áreas do conhecimento, os concluintes da rede privada apenas registraram melhora, entre 2011 e 2012, em ciências humanas --a pontuação em ciências da natureza ficou praticamente estável (540 em 2011, 541,28 na edição de 2012).

Entre as públicas, houve melhora em duas áreas (ciências humanas e da natureza), com leve crescimento na área de matemática (de 493 pontos para 495,86). Ao mesmo tempo, houve queda na área de linguagens.

EDIÇÃO FOCO POPULAR - NOVEMBRO 2013









sábado, 9 de novembro de 2013

Reunião Comunitária

http://www.youtube.com/v/7v34GUJHIY4?version=3&autohide=1&autohide=1&showinfo=1&feature=share&autoplay=1&attribution_tag=Z4vzAlq14NPtzRlnOa9UIA

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MÉDICOS CUBANOS EM SERÔ

SEROPÉDICA RECEBE MÉDICOS CUBANOS
 

O prefeito Alcir Fernando Martinazzo recebeu nesta sexta-feira (01), os profissionais do programa Mais Médicos, do Governo Federal, que irão trabalhar em Seropédica. Os médicos Luiz Henrique Guilbert Soircao e Luiz Lazaro Quiara Gamoneda foram recepcionados no Gabinete do Prefeito, juntamente com o secretário de Saúde Marcus Baroni. De acordo com Martinazzo, os médicos estrangeiros irão reforçar o trabalho de saúde realizado pelos médicos que já trabalham na cidade. “Devido à dificuldade em contratar novos médicos, os profissionais estrangeiros irão contribuir com a melhoria da saúde da comunidade seropedicenses. Temos um compromisso com a saúde, já inauguramos a Maternidade Municipal e em breve iremos inaugurar mais unidades de saúde na cidade, tais como a UPA e a Clinica da Família”, destacou Martinazzo. Baroni afirmou que em breve a cidade receberá mais dois médios cubanos, na nova fase do programa que está prevista para meados de novembro. “O povo precisa de saúde e de atendimento humanizado. Vamos receber de braços abertos esses dois novos companheiros de trabalho que chegam para reforçar o nosso time,” afirmou Baroni. Os médicos falaram de suas boas expectativas e da emoção de estarem em Seropédica, além de enfatizarem que vieram para trabalhar com amor para que a população tenha uma saúde melhor. “Trataremos de enfermidades, das necessidades básicas, daremos informação, e temos muito conhecimento nessa área. Sabemos que vamos trabalhar muito, pois em Cuba temos um médico para cada 1,5 mil habitantes, enquanto o Brasil tem um médico para cada 4 mil habitantes. Mas é o que queremos, e faremos isso com muito amor", disse Luiz Henrique

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Municípios precisam de mais verbas?

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24/06/2011 - 17:03 - Atualizado em 24/06/2011 - 17:03
Municípios precisam de R$16 bi para cumprir metas de educação, afirma CNM
Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, as prefeituras brasileiras não têm condições de arcar com os custos do PNE, em discussão no Congresso
Redação Época
O Plano Nacional de Educação (PNE), em discussão no Congresso, cria novas metas a serem cumpridas para melhorar a educação no país, como o aumento do número de estabelecimentos em ensino integral e a elevação para 7% do PIB dos municípios em gastos com educação. Entretanto, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), as cidades brasileiras não têm condições de cumprir as novas metas.

Em um levantamento que será divulgado na próxima semana, a CMN calculou a quanto é preciso investir para cumpri-las: R$ 50,6 bilhões. O problema, diz a confederação, é que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) não cobre todas as despesas, e por isso os municípios precisam arcar com um investimento adicional de R$ 16,6 bilhões.

Uma das metas do PNE é oferecer ensino em tempo integral em 50% das escolas municipais de educação básica do país – cerca de 63 mil estabelecimentos. Atualmente, apenas 8 mil escolas cumprem a medida, o que significa que 54,4 mil escolas precisariam se adaptar. Essas escolas atendem, hoje, a um total de 9,1 milhões de alunos.

O investimento adicional preocupa os prefeitos, que temem não conseguir arcar com as despesas. Em nota, a confederação informou que é necessário debater com a sociedade o financiamento dessas metas, pois "não há como conciliar as novas responsabilidades com os recursos recebidos do Fundeb".

O estudo completo será divulgado na segunda-feira (27). Além da questão da educação, o presidente da CNM Paulo Ziulkoski, vai se posicionar sobre as votações do veto dos royalties da exploração de petróleo pelo Congresso e da regulamentação da Emenda 29 da Saúde.

PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO NO BRASIL

29/06/2011 - 15:19 - Atualizado em 29/06/2011 - 15:36
Filho de político deveria estudar em escola pública?
O senador Cristovam Buarque diz que sim e defende uma lei para isso; críticos afirmam que, se o político pode pagar, melhor deixar a vaga pública para quem não pode
Lucas Hackradt

   Divulgação
PL 480 “Não tenho a menor dúvida de que (o projeto) teria grande impacto na qualidade do ensino. As crianças dos parlamentares chegariam em casa dizendo como é a escola", disse Cristovam.
Se todos os filhos de políticos estudassem nas escolas públicas, a qualidade da educação seria melhor? O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirma que sim. E tenta convencer seus colegas. Está em análise há quase quatro anos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado um curioso projeto de lei (PL 480/2007) de autoria de Cristovam que estabelece que todo político eleito no Brasil nos âmbitos federal, estadual ou municipal matricule, obrigatoriamente, seus filhos na rede de ensino público. O objetivo: incentivá-los a investir mais não apenas na educação, mas na qualidade de outros serviços públicos.
Na semana passada, o debate voltou à tona após um grupo divulgar pelo facebook o texto e a ideia do projeto de lei. No total, mais de 52 mil pessoas já assinaram uma petição online apoiando o PL 480. O senador Cristovam afirma que o apoio da sociedade é a principal arma que tem para conseguir uma aprovação mais rápida do projeto na CCJ.
>> O que você acha? A medida elevaria a qualidade do ensino?
“Não é decente a gente usar o serviço privado se nós somos os que devemos cuidar do serviço público”, afirma o senador. Segundo ele, os parlamentares brasileiros protegem-se da má qualidade do ensino público usando o setor privado. “Isso é falta de decoro, e se é falta de decoro, pode levar a uma cassação”, diz.
A principal resistência encontrada pelo senador Cristovam está justamente na obrigatoriedade que propõe. Segundo ele, senadores argumentaram que sua proposta é anticonstitucional por ferir o livre arbítrio. Um dos críticos de seu projeto é o senador Aníbal Diniz (PT-AC). “Se houvesse essa obrigatoriedade, significaria que os filhos daqueles que estão em condição de pagar por uma escola particular estariam competindo em vagas que poderiam ser destinadas a quem realmente precisa“, afirma Diniz, que tem duas filhas em idade escolar, ambas matriculadas em instituições particulares.
“Só que ninguém é obrigado a ser candidato. Ninguém é obrigado a ser parlamentar. Quando você escolhe ser parlamentar, você assume alguns compromissos”, disse Cristovam. A resistência, porém, causou a paralisação do projeto.
“O Estado tem que dar assistência especial àqueles que têm mais dificuldade de ter acesso aos próprios serviços públicos. Mas é claro que temos que defender a melhora na qualidade do serviço. Agora, obrigar políticos a matricular seus filhos em escola pública me parece que tem um quê de autoritarismo”, afirma o senador Diniz.
Ao relator da proposta, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Cristovam já sugeriu a convocação de uma audiência pública, para que o povo possa opinar sobre o assunto. Se os senadores não dão um parecer, que a sociedade o desse, diz. “Esse projeto não vai ser rediscutido se não houver pressão de fora do Congresso”, diz. Mas a ideia não foi acatada e o PL 480 já está parado há 44 meses. “Não tenho a menor dúvida de que (o projeto) teria grande impacto na qualidade do ensino. As crianças dos parlamentares chegariam em casa dizendo como é a escola. Eles passariam a sofrer na própria pele”, afirma Cristovam. Sofrer porque o próprio senador reconhece que o ensino público no Brasil está longe de ser bom. “O Brasil se acostumou com essa história de serviço privado.”
O senador Diniz, porém, diz acreditar que o compromisso que cada político tem que ter com a educação vai muito além do compromisso de matricular o filho na escola pública. “O que considero é que a defesa do ensino público de qualidade é missão obrigatória de todo ocupante de mandato público ou de cargo eletivo. Independente de o filho estar ou não matriculado em escola pública”, diz.
O senador Cristovam afirma que o problema está na cultura brasileira. “Os maiores investidores da bolsa de valores dos EUA saem de casa e vão para o trabalho de metrô. Na França, é muito raro qualquer pessoa matricular o filho numa escola particular. E no Brasil você nem imagina uma coisa dessas”, afirma. Para Cristovam, é uma questão que teria de ser contornada com a obrigatoriedade legal. “Eu quero ser obrigado. Ou então, eu faço a escolha: não vou sacrificar meus filhos, não quero mais ser político.”
Hoje, o cidadão paga impostos e dá dinheiro público para que os políticos matriculem seus filhos em escolas caras, afirma o senador. “Nós descontamos de Imposto de Renda o que se gasta com a escola particular e com a saúde privada”, diz. “Não é uma questão meramente de qualidade de ensino, mas de compromisso ético.”
Mas Diniz enxerga nessa proposta um problema que vai além da questão moral: há uma questão de falta de vagas para todos. “Eu acho que, na medida do possível, a gente utilizar o serviço público é justo”, afirma Diniz. “Mas imagina quantas escolas públicas seriam necessárias para comportar mais todos os filhos de políticos. Se eu tenho 60 mil ocupantes de mandato que estão em condição de bancar o ensino dos filhos, são 60 mil vagas que abrem.”
Cristovam defende não apenas a obrigatoriedade do uso da rede de ensino público, como quer que todos os políticos sejam obrigados a usar os serviços de saúde públicos também. Aníbal Diniz também discorda: “se eu tenho a possibilidade de ter um plano de saúde por questão de segurança maior, é claro que eu vou ter, mas a minha luta é para garantir um serviço de qualidade para todos.”
O senador Cristovam Buarque já não tem filhos em idade escolar, como seu colega Diniz, mas questionado sobre o que faria caso a lei fosse aprovada e tivesse filhos estudando, respondeu: “Eu quero que tenha uma lei que me obrigue, senão é claro que eu não vou usar (o serviço público). Precisa-se da lei exatamente para me obrigar”. “Com essa lei, a gente tira essas pessoas do cargo de zelarem pela coisa pública. Isso resume tudo. Não é possível que os que zelam pela coisa pública se protejam atrás do setor privado! Isso, sim, é incoerente”, afirma Cristovam.
Diniz retruca: “Entendo que uma forma de contribuir com o ensino público é poder garantir as vagas para quem verdadeiramente necessita. Não vejo como ausência de decoro você não estar com seu filho matriculado na escola pública, mas eu entendo como sendo uma atitude até respeitosa para com aqueles que necessitam dessa vaga na escola pública”.

EVANGÉLICOS GANHAM MAIS UMA

Direitos Humanos aprova projeto que desobriga igrejas de casar homossexuais

Autor Washington Reis acredita que a preservação do direito das minorias não pode levar ao desrespeito de outros direitos e garantias constitucionais

PorMaria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, presidida pelo pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), aprovou na quarta-feira (16) um projeto de lei que determina que as igrejas possam se recusar a realizar casamentos de pessoas que violem seus valores, doutrinas ou crenças, sem que essa conduta seja considerada discriminação. A medida seria estendida também a rejeitar aqueles que desrespeitam o ambiente religioso. A consequência dessa nova norma será resguardar o direito das instituições de não serem obrigadas a realizar casamentos homossexuais.

  • Jair Bolsonaro, Washington Reis, deputados
    (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)
    Os deputados Jair Bolsonaro (esquerda) Washington Reis (direita) estão envolvidos com o projeto que desobriga igrejas brasileiras de casar gays.
A proposta 1411/11, elaborada por Washington Reis (PMDB-RJ), acrescenta um artigo à Lei 7.716/89, que cuida dos crimes resultantes de preconceito.
Segundo o autor, a prática homossexual está em desacordo com muitas doutrinas religiosas. Assim, em sua opinião, a preservação do direito das minorias não pode levar ao desrespeito “de outros direitos e garantias constitucionais”. Washington acredita que a proposta está de acordo com a liberdade de consciência e de crença, cláusula pétrea da Constituição brasileira.
O relator da CDHM, deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), apresentou parecer favorável à matéria. Segundo ele, há casos de casais homossexuais que procuram igrejas para se casar e, diante da recusa, processam padres e pastores. “Nós queremos descriminalizar essa atitude do pastor em defesa da linha da sua igreja, que é um direito dele não realizar aquele casamento”, argumenta.
Bolsonaro garante ainda que “ninguém quer expulsar gays de igreja” e os indivíduos serão avaliados “pelo comportamento”, uma vez que não há outra forma de saber quem é ou não homossexual. O deputado afirma ainda que “os homossexuais também, como um todo, não querem se casar em igreja” e que “essa minoria vai lá [nos cultos] para provocar”.
O projeto será avaliado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
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Já para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), o texto do projeto confere à autoridade religiosa, dentro da sua igreja, “um tipo de poder discriminatório que ofende, inclusive, a lei, corretíssima, contra qualquer discriminação”. Isso porque caberá ao padre ou ao pastor verificar se a pessoa se comporta ou tem valores em acordo ou desacordo com a doutrina que professa. E completa: “É um projeto que faz um agito, talvez arrebanhe gente, tenha alguma função eleitoral futura, mas não passa no quesito da constitucionalidade”.
Marco Feliciano, em sua página no Twitter, comenta sobre a repercussão do caso na imprensa: “Mais uma vez uma parte da mídia mente deslavadamente! Dizendo que foi aprovado um projeto que proíbe a entrada de pessoas em cultos. Quando aprenderem a ler os projetos e interpretá-los sem preconceito talvez haja paz. Como podemos impedir alguém de ir à igreja? Todos tem o direito de ir e vir. Independente de sexo, cor ou fé, todavia o respeito aos cultos, templos e homilias tem q ser observados. Sejam todos benvindos aos cultos evangélicos e católicos! Cultuem conosco! Adorem a Deus conosco! Um abraço a todos!”.

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