This is default featured post 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured post 2 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured post 3 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured post 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured post 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

terça-feira, 24 de abril de 2012

CPI DO CACHOEIRA

Você está aqui: Página Inicial › materias › 2012 › 04 › 24 › Deputado Odair Cunha deverá ser relator da CPI do Cachoeira


O deputado Odair Cunha (PT-MG) deverá ser o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que vai investigar as relações de agentes públicos e privados com o empresário Carlos Cachoeira, acusado de exploração de jogos ilegais e fraudes em licitações. A informação foi dada pela liderança do Partido dos Trabalhadores no Senado via Twitter.


Foi informado também que, junto com Odair, os deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Paulo Teixeira (PT-SP) serão, na Câmara, os titulares da CPI. Os deputados Dr. Rosinha (PR-PT), Sibá Machado (PT-AC) e Luiz Sérgio (PT-RJ) atuarão como suplentes. No Senado, os nomes petistas que comporão a CPI ainda não foram divulgados. Desde 12h30, o partido está reunido no gabinete da liderança.
Por ter a maior bancada no Senado, o PMDB deverá ficar com a presidência da comissão. O senador Vital do Rego (PMDB-PB) foi indicado para o cargo.
Às 19h30 desta terça-feira (24), em reunião conjunta do Congresso, sob a presidência da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), serão anunciados os 32 titulares e 32 suplentes que farão parte da CPI. A partir daí, será aberto um prazo de 48 horas para a comissão ser instalada.

A reunião de instalação será presidida pelo seu membro mais idoso. Ele conduzirá a eleição do presidente, que, após empossado, nomeará o relator.
Info

24/04/2012 - 13h32 Comissões - Caso Cachoeira - Atualizado em 24/04/2012 - 13h58

A DILMA E OS EVANGÉLICOS

Dilma não se esqueceu dos compromissos com evangélicos, afirma ministro

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que Dilma Rousseff não se esqueceu dos compromissos com os evangélicos, na Convenção Nacional das Assembleias de Deus, em Brasília, nesta quinta-feira.
“Ela não se esquece dos compromissos que ela assumiu aqui com os senhores”, disse o ministro, segundo o G1.

Carvalho relembrou de Dilma mencionando uma passagem bíblica sobre sabedoria que está “na multiplicidade dos conselhos”. Segundo ele, é por isso que ela “ouve, ela procura saber quais são os melhores caminhos que nós temos”.



Já o ministro não se esqueceu dos evangélicos sobre a polêmica, da qual ele chama de “polêmica inútil”, em que ele estaria promovendo uma “disputa ideológica” com as igrejas evangélicas pela influência nas classes emergentes.

“Não posso esquecer, nesses dias atrás, quando fui vítima de uma polêmica inútil e tentaram me colocar contra os evangélicos”, afirmou ele.

Carvalho parece tentar amenizar o desconforto criado entre o governo e os evangélicos por causa da elaboração do kit anti-homofobia, conhecido também como kit-gay, logo depois do início do mandato de Dilma.
“Eu dizia lá na Câmara para os deputados da bancada evangélica: não posso me esquecer de tantos testemunhos que vivi de pessoas entregues para a comunidade, dedicadas ao cuidado dos mais pobres, dos órfãos, das viúvas".


Ele enfatizou que o Brasil não pode mudar sua história sem uma forte parceria entre o governo e as igrejas.
A igreja Assembleia de Deus, ocupa, diz ele, um papel muito particular neste aspecto. ”Nós conhecemos essa Igreja, a sua história, as perseguições e o preconceito e a discriminação que enfrentou ao longo da história e como se afirma em todo canto desse País", afirmou.

Para ele, é importante as ações de caridade para o combate à miséria. Ele afirma que Dilma urge às igrejas que sejam parceiras do programa social Brasil sem Miséria, com a meta de livrar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza.
"Seguimos lutando pela justiça. Nosso compromisso de honrarmos tudo que nos comprometemos durante a campanha eleitoral, na defesa da família, da defesa da liberdade religiosa, na defesa da liberdade de culto", enfatizou ele sobre a promessa.

IGREJA EM DECADÊNCIA

Engessamento da igreja evangélica: teólogo poeta mostra crise no Cristianismo brasileiro?

Os conflitos entre denominações, pastores e líderes evangélicos, entre crentes e entre igrejas, podem estar mostrando crise no Cristianismo no Brasil?
Recentemente, o pastor e teólogo Ricardo Gondim escreveu um artigo intitulado “Porque parti” explicando os motivos por ter se afastado do movimento evangélico no Brasil.

Segundo ele, o sistema religioso que lhe abrigou se “esboroava”, apontando “fadiga como denúncia”, o que alguns o interpretam como fraqueza.

“Se era fraqueza, foi proveitosa, pois despertava para uma realidade: o Movimento Evangélico vinha se transformando em cabide de oportunistas; permitindo que incompetentes, desajustados emocionais e – por que não dizer? – vigaristas, se escorassem nele”, diz ele.
Gondim alega que recebeu “a fúria dos severos defensores da reta doutrina” apontando traições, inimizades e invejas. “Fui traído. Antigas invejas se fantasiaram de zelo pela verdade, e parceiros se transformaram em inimigos. Senti o escarro do desdém.”
Em sua declaração de partida “Tempo de partir”, o teólogo fez também sérias acusações sobre as igrejas pelas quais passou, tais como a igreja presbiteriana, Assembleia de Deus e a igreja Betesda.
Curta-nos no Facebook
Gondim acusou a igreja presbiteriana de exigir dele que negasse a experiência de falar em línguas estranhas com ameaça de expulsão e excomunhão, quando ele a frequantava na época. Na Assembleia de Deus, ele apontou problemas como “legalismo”, “politicagem interna” e “ânsia de poder temporal”.

Muitos teólogos e líderes evangélicos, entretanto, afirmam que Gondim tem carecido de firmeza na graça do Evangelho, pela qual conflitos entre seus irmãos em Cristo e distorções bíblicas transparecem. Mas tal problema vem a mostrar um engessamento da igreja evangélica brasileira?
Engessamento da igreja
Segundo o apologista Johnny Torralbo Bernardo do Instituto de Pesquisas Religiosas (INPR), a igreja evangélica pode estar passando por problemas como legalismo e engessamento, após longos anos de crescimento e expansão.

Esses problemas não somente acontecem no Brasil, mas em outros países também como nos Estados Unidos, por exemplo. Segundo ele, a “massa” precisa ser “trabalhada e acompanhada”. “Na ausência de tais requisitos, a massa torna-se crua e sem vida”.
O “peso do rancor religioso” citado por Gondim, pode também ser relacionado com a defesa de fé de algumas denominações evangélicas e Bernardo afirma que muitas carecem de parâmetros e basamento bíblico.

“Há uma constante suspeita quanto ao desconhecido - cristãos menos abertos ao debate tendem a demonizar tudo que, aparentemente, lhe pareça estranho ou distante. Foi assim quando da chegada da televisão ao Brasil.”
Bernardo completa dizendo, “ mesmo ocorre quando do tratamento de questões políticas e da família. Há grupos evangélicos que chegam até mesmo a proibir o uso de preservativos e vasectomia - são poucos, mas existem em nosso meio.”

Apesar de todos os problemas, afastar-se do movimento evangélico, não significa necessariamente um afastamento de Deus e de seu Reino, afirma o apologista.
“Quando alguém se diz insatisfeito com o movimento (no caso, evangélico), não está, necessariamente, abdicando da Igreja Invisível - seu amor a Cristo e ao Reino de Deus deverá continuar firme e inabalável.”

ABORTO NO BRASIL

Liberação do aborto de anencefálicos pode abrir caminhos para outros tipos de aborto, avalia a CNBB

Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela descriminalização do aborto no caso de fetos com anencefalia, no último dia 12, quinta-feira, várias críticas têm sido feitas à decisão
Mais uma vez, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se posicionou contrária. Durante uma Assembleia Geral da organização, que começou na semana passada e acontece até esta quinta-feira, 26, a CNBB afirmou que a decisão abre caminho para a liberação de todo tipo de aborto e até mesmo da eutanásia e da eugenia (teoria que busca produzir seleção humana a partir de leis genéticas).


"A decisão mostra que se alguém incomodar, você pode simplesmente eliminar essa pessoa", afirmou o bispo dom Dimas Lara Barbosa, porta-voz da CNBB. "Amanhã qual será a deficiência que vai impedir uma criança de nascer? A humanidade já experimentou a eugenia, mas parece ter esquecido", completou.
Durante o evento também estão sendo discutidas as consequências práticas que a decisão pode acarretar. Dom José Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), por exemplo, questiona se, após a decisão do STF, médicos que se recusarem a realizar abortos de anencéfalos serão punidos e se a mulher que decidir continuar com a gestação será atendida pelos planos de saúde.
Campanha para reverter a decisão

O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC/SP) lançou uma campanha para reverter a decisão STF.

Curta-nos no Facebook
Em texto publicado em seu blog, ele afirma que esta seria “a única forma de sustar estas decisões tomadas pelo STF e que provocam tanto desconforto na sociedade brasileira, que se sente lesada”.

O deputado também declara que os membros do STF não representam o povo. “Não votamos em Juízes, votamos para o legislativo e o executivo. Quem representa o pensamento do povo não podem ser onze homens/mulheres e sim os deputados, senadores e a presidente”, escreveu.
Com esses argumentos Feliciano convoca os cristãos a enviarem e-mails ao presidente da Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania, Ricardo Berzoini, pedindo que seja colocado em votação o Projeto de Emenda Constitucional, a PEC 143/2012.

A emenda altera dispositivos da Constituição Federal e a PEC 03/2011, que propõe a possibilidade de o Legislativo sustar atos do Judiciário que “exorbitem suas funções”.

O deputado João Campos (PSDB-GO) também anunciou que a bancada evangélica irá apresentar uma PEC. O projeto seria para alterar o artigo quinto da Constituição.
“Vamos apresentar uma PEC que altera o artigo quinto da Constituição, incluindo as palavras ‘desde a concepção’ na frase que determina que o direito a vida é inviolável”, afirmou Campos à imprensa logo após a decisão do STF. Até agora, porém o projeto não foi apresentado.

EXTERMÍNIO INDÍGENA

Os guajás, uma tribo em perigo, pedem ajuda

Percorrendo as estradas de terra da Amazônia, o grande caminhão madeireiro apequenava o veículo dos investigadores que o seguia. Na caçamba, troncos de árvores gigantescas formavam uma pilha alta --prova inegável da destruição continuada da maior floresta tropical do planeta e da tribo indígena que enfrenta os mais graves riscos, os guajás.


Mas ao percorrer a selva no começo do ano, a pequena equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai) brasileira não ousou tentar deter os madeireiros; seu veículo era grande demais, e os ocupantes quase certamente estavam armados. Tudo que puderam fazer foi filmar o caminhão e acrescentar o vídeo às provas cada vez mais volumosas que mostram de que modo os guajás --uma tribo com apenas 355 sobreviventes, mais de cem dos quais sem qualquer contato com o mundo externo-- oscilam à beira da extinção.
É uma cena que se repete em toda a Amazônia, enquanto as autoridades se esforçam para impor controle à poderosa indústria madeireira ilegal. Mas não é apenas a perda de árvores que criou uma situação séria a ponto de o juiz brasileiro José Carlos do Vale Madeira descrevê-la como "verdadeiro genocídio".
As terras dos guajás não param de ser invadidas, para a construção de assentamentos ilegais e criação de fazendas de pecuária. Há acusações de que pistoleiros mercenários estão caçando os guajás que tentam impedir a invasão de suas terras. Membros da tribo descrevem a execução de famílias inteiras. Ativistas dos direitos humanos dizem que a tribo chegou a um momento decisivo, e que apenas ação imediata do governo brasileiro para impedir a exploração madeireira pode salvá-la.


Esta semana, a Survival International lançará uma nova campanha para revelar a situação dos guajás, com apoio do ator Colin Firth, 51. Em vídeo que será lançado quarta-feira (25), Firth, ganhador do Oscar, apelará ao governo brasileiro por ação urgente de proteção à tribo.
O ator, astro do filme "O Discurso do Rei", grande sucesso em 2011, ganhou fama interpretando Mr. Darcy em uma adaptação de "Orgulho e Preconceito" produzida em 1995 pela BBC, e apela diretamente ao ministro da Justiça brasileiro, no vídeo, pelo envio de policiais para expulsar os madeireiros.

Os guajás são uma das duas únicas tribos de caçadores-coletores nômades que restam na Amazônia. De acordo com a Survival International, se tornaram a tribo em mais alto risco no planeta, sob ataque de madeireiros, pistoleiros e colonos agrícolas hostis.
Os problemas da tribo começaram a se agravar em 1982, com a estreia de um programa da Comunidade Econômica Europeia (CEE) e do Banco Mundial para a exploração dos ricos depósitos de minério de ferro na serra de Carajás. A CEE deu US$ 600 milhões ao Brasil para a construção de uma ferrovia ligando as minas à costa, sob a condição de que um terço da produção mínima de 13,6 milhões de toneladas anuais fosse destinado à Europa, por 15 anos.

A ferrovia atravessava diretamente as terras dos guajás, e com ela vieram colonos. Um programa de construção de rodovias não demorou a surgir, abrindo o lar florestal dos guajás aos madeireiros, que chegavam do leste.

De acordo com Fiona Watson, diretora de pesquisa da Survival International, essa foi a receita para um desastre. Um terço do território dos guajás nas selvas do Maranhão, nordeste do Brasil, foi destruído, desde então, e forasteiros expuseram a tribo a doenças contra as quais ela não tem imunidade natural.
"Os guajás e a porção não contatada da tribo estão realmente à beira da extinção", ela diz. "A população é extremamente pequena e as forças que se alinham contra eles são imensas. Estão sendo invadidos por madeireiros, colonos e pecuaristas. Dependem totalmente da floresta, e me disseram que se não tiverem floresta não serão capazes de alimentar suas crianças, e que elas morrerão".

DESTRUIÇÃO E VIOLÊNCIA
Mas ao que parece os guajás enfrentam ameaça mais direta. No começo deste ano, uma investigação sobre denúncias de que uma criança guajá teria sido morta por madeireiros constatou que um acampamento da tribo havia sido destruído por tratores.

"Não é apenas a destruição da terra, mas também a violência", diz Watson. "Conversei com guajás que sobreviveram a massacres. Entrevistei guajás cujas famílias foram fuziladas diante deles. Há pessoas imensamente poderosas que agem contra eles. Os posseiros utilizam pistoleiros para limpar as áreas que desejam ocupar. Se isso não for detido agora, esse povo pode ser exterminado. É uma extinção, ocorrendo bem diante de nossos olhos".
O mais notável sobre o vídeo registrado pela equipe de investigação sigilosa da Funai, além do imenso tamanho dos troncos, é a ausência de selva nos locais de filmagem. No passado, uma floresta tropical luxuriante ocupava a região. Agora, todas as árvores foram removidas, deixando apenas grama e mataria baixa, e apenas alguns tocos de árvores dispersos.

A afinidade dos guajás pela floresta e seus habitantes é tamanha que, se encontram um animal bebê em suas caçadas, levam-no com eles e o criam quase como a um filho; há casos em que a criatura é amamentada por mulheres da tribo. A perda de sua selva os levou ao desespero. "Estão derrubando as árvores e vão destruir tudo", disse Pire'i Ma'a, membro da tribo. "Macacos, pecaris, tatus, todos estão fugindo. Não sei como vamos comer --tudo está sendo destruído, a área toda".

"Essa terra é minha, é nossa. Eles podem voltar à cidade, mas nós índios vivemos na floresta. Vão matar tudo. Tudo está morrendo. Vamos todos passar fome, as crianças passarão fome, minha filha passará fome, e eu passarei fome também", afirmou.
Em entrevista anterior à Survival International, outro membro da tribo, Karapiru, descreveu a morte da maioria dos membros de sua família, vítimas de agricultores invasores. "Eu me escondi dos brancos na floresta. Mataram minha mãe, meus irmãos e irmãs e minha mulher", ele contou. "Levei um tiro durante o massacre e sofri muita dor, porque não conseguia aplicar remédio em minhas costas. Não via a ferida. Foi sorte eu ter escapado -foi obra de Tupã. Passei muito tempo na floresta, faminto e perseguido pelos agricultores. Estava sempre correndo, sozinho. Não tinha família que me ajudasse, com quem conversar. Por isso penetrei cada vez mais na floresta".

"Espero que minha filha cresça sem enfrentar as dificuldades que eu tive. Espero que tudo seja melhor para ela. Espero que as coisas que me aconteceram não aconteçam a ela", acrescentou.
A campanha da Survival International reflete a crescente preocupação internacional quanto aos problemas das tribos indígenas que ainda restam no planeta. Alguns meses atrás, o "Observer" revelou que a polícia estava conspirando com agentes de turismo nas ilhas Andaman, parte da Índia, para a realização de safáris humanos no coração do território silvícola dos jarawa, uma tribo protegida. Um vídeo mostrando mulheres e meninas jarawa seminuas dançando em troca de comida causou indignação na Índia e em todo o mundo. Surgiram outras revelações, expondo safáris humanos no Estado indiano de Orissa e no Peru, onde agências de viagem estavam explorando tribos indígenas da Amazônia.

E traficantes de drogas representam ainda outra ameaça às tribos amazônicas. No ano passado, uma tribo que até então vivia sem contato foi fotografada do ar perto da fronteira entre o Peru e o Brasil mas desapareceu de novo meses mais tarde, quando uma quadrilha de traficantes de drogas derrotou os seguranças que protegiam seu território.

OUTRO LADO
A Embaixada do Brasil em Londres informou que questões quanto a essa situação deveriam ser encaminhadas ao secretariado de direitos humanos da Presidência da República, que não respondeu. Mas o Brasil pode se defender mencionando pesquisas recentes que demonstram progresso no combate à exploração madeireira ilegal. O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial brasileiro estima que 6.238 km² de floresta tropical tenham sido perdidos entre 2010 e 2011, uma queda dramática ante o pico de 27,7 mil quilômetros quadrados de 2004. Naquele ano, o Brasil prometeu reduzir seu desflorestamento em 80% até 2020.
A queda na área desmatada foi de 11% no ano passado, e em 2011 o departamento florestal brasileiro realizou uma operação de busca que resultou no fechamento de 14 serrarias ilegais nos limites do território guajá. Mesmo assim, as estatísticas também demonstram que dois Estados registraram alta acentuada no desmatamento e que a exploração madeireira ilegal está destruindo a selva dos guajás em ritmo mais acelerado do que o verificado para qualquer outra tribo amazônica.

A Survival International divulgou declaração na qual insta o governo brasileiro a ampliar seu apoio à Funai e seus esforços para reprimir as atividades ilegais no território dos guajás. "A questão é premente, e o momento agora, porque embora nem toda esperança esteja perdida, todo um povo está à beira de se perder, especialmente os guajás não contatados. Temos a responsabilidade moral de agir. Dinheiro da União Europeia e do Banco Mundial ajudou a financiar grandes projetos que exploraram os recursos da terra dos guajás, no Brasil, e criaram infraestrutura que permite exploração".
A campanha da Survival International será lançada ainda esta semana no site www.survivalinternational.org.
Tradução de PAULO MIGLIACCI.

STJ afasta cinco dos sete Conselheiros do Tribunal de Contas do Amapá


Em sessão extraordinária nessa segunda-feira, 23, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastou do cargo cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Amapá e cinco servidores da instituição. Eles são suspeitos de desviar R$ 100 milhões da corte de contas. Assessoria do TCE-AP informou que vai recorrer da decisão.

Os conselheiros afastados são o presidente Reginaldo Wanderley Salomão, o corregedor Manoel Antônio Dias, José Coelho, Margarete Salomão de Santana Ferreira e Amiraldo da Silva Favacho.

Além de pedir a prorrogação desse afastamento, o Ministério Público (MP) pediu a aplicação da mesma medida a outros nove conselheiros e servidores acusados dos mesmos crimes.

Segundo o MP, o desvio de dinheiro público era feito por meio de emissão de cheques e saques da conta do tribunal diretamente na boca do caixa. Além disso, havia pagamentos a funcionários fantasmas. A nova denúncia está prestes a ser apresentada ao STJ.

O relator, ministro João Otávio de Noronha, considerou que o caso descoberto pela Operação Mãos Limpas da Polícia Federal é extremamente grave, envolve quantias expressivas e revela uma peculiar situação de desmandos no Amapá. Ele deferiu os afastamentos remunerados até a análise da denúncia e proibiu a entrada dos acusados no Tribunal de Contas para que eles não comprometam a instrução processual.

Antes da denúncia – O ministro Teori Albino Zavascki votou pelo afastamento do ex-presidente, mas rejeitou a aplicação da medida aos demais. Ele foi contra o que chamou de “generalização” de afastamentos por tempo indeterminado antes do recebimento da denúncia e ficou parcialmente vencido.

Para o ministro Castro Meira, o caso apresenta os requisitos necessários para adoção da cautelar. Segundo o ministro Massami Uyeda, nessa situação é mais prudente afastar os envolvidos. Eles seguiram o relator, bem como os ministros Humberto Martins, Maria Thereza de Assis Moura, Felix Fischer, Nancy Andrighi e Laurita Vaz. Como decisão sobre afastamento exige voto de dois terços do colegiado, o presidente da Corte, ministro Ari Pargendler, também votou, acompanhando o relator.

O ministro Cesar Asfor Rocha ficou vencido. Para ele, o afastamento cautelar tem como objetivo evitar interferências dos investigados na coleta de provas e apuração dos fatos, fase superada, segundo seu entendimento. Ele também foi contra a proibição de entrada dos acusados no seu local de trabalho.

Vereadora é presa ao pegar em R$ 75 mil de suborno

Salinópolis


Jamili dos Santos, do PT, é acusada de chantagear o prefeito Vagner Curi

A vereadora Jamili dos Santos Corrêa, do PT de Salinópolis, foi presa em flagrante ontem de manhã, no município da região nordeste do Estado, junto com a assessora parlamentar Marly Helena de Souza Costa, por policiais civis do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) do Pará. As duas são acusadas de extorquir em R$ 100 mil o prefeito do município, Vagner Curi, desde o ano passado, para não levar adiante a instalação de um processo de impeachment do gestor municipal. O flagrante foi realizado na orla da praia do Maçarico, no momento em que as acusadas haviam acabado de receber um pacote com R$ 75 mil em dinheiro do sobrinho de Curi.
A outra parte do valor - R$ 25 mil – já havia sido paga anteriormente, segundo informou o prefeito em depoimento prestado na unidade policial de Salinópolis, à equipe de policiais do NIP, comandada pelos delegados Cláudio Galeno e Christian Lima. A operação policial que resultou no flagrante era planejada há dois meses, logo após a denúncia ser formulada pelo prefeito à Promotoria de Justiça de Salinópolis e encaminhada à Delegacia-Geral da Polícia Civil.
Por determinação do delegado-geral Nilton Atayde, a equipe do NIP passou a investigar os fatos. Os policiais civis apuraram que, segundo Vagner Curi, a vereadora estaria exigindo a quantia de R$ 100 mil para não levar adiante o processo de cassação do gestor municipal, que é presidido pela vereadora. A sessão para decidir sobre a abertura do processo está marcada para a próxima quinta, na Câmara de Vereadores. Conforme relato apresentado aos policiais, Vagner Curi alega que vinha sofrendo extorsão por parte da vereadora desde o segundo semestre do ano passado.
Diante disso, sob orientação policial, o prefeito marcou para ontem de a entrega dos restantes R$ 75 mil, na orla da praia do Maçarico, um dos principais pontos turísticos do balneário. O dinheiro foi levado dentro de um pacote pelo sobrinho do prefeito, que foi de carro ao encontro de Jamili, que estava acompanhada da assessora.

Para ver a matéria completa assine O Liberal Digital.

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More