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sábado, 1 de outubro de 2011
EDUCAÇAO EM PAUTA
Conheça professores maluquinhos, que dão aulas bem animadas
A professora Suely Campos, 37, de Belo Horizonte (MG), vive inventando moda. Pratica futebol para se aproximar dos alunos. Criou o "dia da lambreca", em que os alunos vão com roupa velha e se lambuzam com lama, farinha, tinta.
Para revisar os conteúdos da prova, pediu que os alunos criassem um teste para ela fazer e eles corrigirem. E, se os alunos não lhe dão ouvidos, Suely conversa com as paredes. "Pois é, parede, hoje eu ia ensinar uma coisa tão interessante...". E, com sua doidice, logo recupera a atenção da turma.
Mas, assim como a personagem Cate, do filme "Uma Professora Muito Maluquinha" (que estreia dia 7/10), Suely já foi "convidada a se retirar" de algumas escolas. "Tive grandes problemas por fugir do padrão, mas faria tudo de novo. Pelas crianças, vale a pena."
Companheiros de maluquice
A professora Priscila Balizardo, 30, concorda que a doidice é bem-vinda. "Em tempos de iPad e games, se você não for diferente não vai trazer o aluno para a sala de aula". Sua aliada é a música. Com os alunos, sempre inventa canções para memorizar a matéria. "Aprendemos a Era Vargas com a ajuda de uma música. Depois até tirei no violão e toquei na sala", conta seu aluno Patrick dos Santos, 10.
| O professor Aloísio Rabelo se diverte com os alunos |
Já a professora Maria Paula Barros, 30, encontrou nos bonecos seu elo com as crianças. "Ela conta histórias com os bonecos e a gente aprende sem querer, brincando", conta Enrico Gorios, 10.
E o professor Aloísio Rabelo, 40, usa sua experiência como cenógrafo para fazer arte com os alunos, dentro ou fora da sala de aula, com os mais diferentes materiais. Também conta com a ajuda do boneco Artur, que representa mais um colega de classe. "O Artur diz que tudo é arte", conta o aluno Pedro Rodrigues Duarte, 6. "É minha aula preferida."
"Sempre me dizem: você é doido, sua cabeça viaja! Aí falo que eles também têm que buscar essa 'maluquice'", conta Aloísio.
Ser um professor maluquinho é...
...ser inesperado. O aluno nunca sabe o que você vai aprontar!
Juca Bianchini, educador
Juca Bianchini, educador
...não esquecer a sua própria infância e sempre encantar.
Aloísio Rabelo, professor
Aloísio Rabelo, professor
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Supremo Denuncia Pastor Deputado por Desvio de Salários
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta quinta-feira uma ação penal contra o deputado federal Hidekazu Takayama (PSC-PR) por crime de peculato.
O deputado, que também é pastor da igreja Assembleia de Deus, foi acusado de ter desviado o salário de 12 pessoas nomeadas por ele, na Assembleia Legislativa do Paraná.
De acordo com Deborah Duprat, a vice-procuradora geral da República, as pessoas nomeadas por Takayama trabalharam para ele, em sua casa ou no estúdio de gravações do pastor evagélico.
“O caso é de extrema atualidade. Grande parte deles jamais teve um dia sequer de trabalho na Assembleia. São pessoas que dizem que trabalhavam na Assembleia duas vezes por semana, uma ou duas horas por dia e no restante do tempo faziam serviços particulares para o deputado”, disse a vice-procuradora, segundo o G1.
Entre as atividades realizadas pelos nomeados, estavam os serviços de motorista e produção de vídeos para a igreja do parlamentar. A acusação resultou de ações trabalhistas movidas por alguns dos nomeados, que reivindicaram salários que não receberam.
Os ministros decidiram por unanimidade que Takayama passa a ser réu em ação penal pelo crime de peculato, que prevê multa e 2 a 12 anos de prisão.
O advogado de Takayama, Luciano de Almeida Gonçalves, rejeitou a acusação e disse que “é comum” que sejam realizados trabalhos particulares para os deputados por servidores da Assembleia.
“Chegamos numa questão que é o limite em que um assessor parlamentar pode prestar serviços no ambiente externo ou deve-se prestar apenas no ambiente interno. Esta é uma prática comum. Muitos são nomeados e trabalham fora da Casa”, disse o advogado.
Ele ainda alegou que os nomeados receberam os vencimentos pela Assembléia Legislativa e pretendiam “duplicar” essas quantias, em ações trabalhistas. A defesa de Takayama afirma que o processo de mais de 3 mil páginas não comprova as acusações.
O deputado, que também é pastor da igreja Assembleia de Deus, foi acusado de ter desviado o salário de 12 pessoas nomeadas por ele, na Assembleia Legislativa do Paraná.
De acordo com Deborah Duprat, a vice-procuradora geral da República, as pessoas nomeadas por Takayama trabalharam para ele, em sua casa ou no estúdio de gravações do pastor evagélico.
“O caso é de extrema atualidade. Grande parte deles jamais teve um dia sequer de trabalho na Assembleia. São pessoas que dizem que trabalhavam na Assembleia duas vezes por semana, uma ou duas horas por dia e no restante do tempo faziam serviços particulares para o deputado”, disse a vice-procuradora, segundo o G1.
Entre as atividades realizadas pelos nomeados, estavam os serviços de motorista e produção de vídeos para a igreja do parlamentar. A acusação resultou de ações trabalhistas movidas por alguns dos nomeados, que reivindicaram salários que não receberam.
Os ministros decidiram por unanimidade que Takayama passa a ser réu em ação penal pelo crime de peculato, que prevê multa e 2 a 12 anos de prisão.
O advogado de Takayama, Luciano de Almeida Gonçalves, rejeitou a acusação e disse que “é comum” que sejam realizados trabalhos particulares para os deputados por servidores da Assembleia.
“Chegamos numa questão que é o limite em que um assessor parlamentar pode prestar serviços no ambiente externo ou deve-se prestar apenas no ambiente interno. Esta é uma prática comum. Muitos são nomeados e trabalham fora da Casa”, disse o advogado.
Ele ainda alegou que os nomeados receberam os vencimentos pela Assembléia Legislativa e pretendiam “duplicar” essas quantias, em ações trabalhistas. A defesa de Takayama afirma que o processo de mais de 3 mil páginas não comprova as acusações.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Alunos deverão permanecer na escola em casos de falta de professores
As escolas de educação básica deverão, no caso de falta de professores, manter em suas dependências os alunos menores de idade, independentemente do turno de suas matrículas. A medida consta do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 43/10, aprovado nesta terça-feira (27) em decisão terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). O projeto será ainda submetido a votação suplementar na próxima reunião da comissão.
O texto acolhido pela comissão é o de um substitutivo Substitutivo é quando o relator de determinada proposta introduz mudanças a ponto de alterá-la integralmente, o Regimento Interno do Senado chama este novo texto de "substitutivo". Quando é aprovado, o substitutivo precisa passar por "turno suplementar", isto é, uma nova votação. elaborado pelo relator da matéria, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). De acordo com o substitutivo, no caso de ausência de professores os alunos deverão receber atividades complementares de ensino, "respeitando-se a faixa etária e os componentes curriculares previstos na proposta pedagógica". Para os alunos maiores de idade, estabelece ainda o texto aprovado, fica facultada a permanência na escola, assegurada aos que permanecerem a oferta de atividades complementares de ensino.
- É imprudente, indevido e equivocado que alunos de educação básica sejam encaminhados para suas casas quando há falta de professores, muitas vezes sem que os pais ou responsáveis sejam comunicados - disse Nunes ao defender o projeto.
A senadora Ana Rita (PT-ES), autora de uma das emendas ao texto original da Câmara, disse ter "plena concordância com a redação do substitutivo". Por sua vez, a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) alertou para a necessidade de se debater como será feita a ocupação do tempo disponível com a falta de professores.
Igualmente de forma terminativa, foram aprovados três projetos de lei da Câmara. O PLC 104/10, cujo relator foi o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), denomina Viaduto Centenário da Imigração Japonesa o viaduto localizado no quilômetro 43/44 da rodovia BR 381, em Atibaia (SP). O PLC 78/10, que teve como relator o senador Paulo Paim (PT-RS), denomina Rodovia Francisco Domingos Ribeiro o trecho da BR 265 entre Bom Jesus da Penha e Jacuí, em Minas Gerais. E o PLC 292/09, cuja relatora foi a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) dá o nome de Deputado Jaime Martins do Espírito Santo ao trecho da BR 494 entre Oliveira (MG) e o entroncamento com a BR 262, em Minas Gerais.
Feriados
Por iniciativa de Ana Rita, a comissão decidiu promover uma audiência pública a respeito do PLC 296/09, que antecipa para segunda-feira a maioria dos feriados. O projeto tem voto favorável, com emenda, do relator, senador Armando Monteiro (PTB-PE). Segundo a senadora, "não é tranquila" a votação da proposta. A audiência foi marcada para 24 de outubro.
Dois requerimentos foram ainda aprovados pela comissão. O primeiro, do senador Vicentinho Alves (PR-TO), pede informações ao Ministério da Educação a respeito do processo de migração de instituições de educação superior dos sistemas estaduais para o sistema federal. O segundo, de Marinor Brito, solicita realização de audiência pública sobre o PLC 78/11, que institui o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).sábado, 17 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Inmetro constata irregularidades na fabricação de embalagens tipo
DESCONFIE DA QUENTINHA
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou pesquisa que constatou divergências na fabricação das embalagens de alumínio conhecidas como “quentinhas”. Das 11 marcas analisadas, todas apresentaram algum tipo de irregularidade em relação a pelo menos um dos itens: espessura do alumínio, volume e informações que deveriam constar no fundo da embalagem.
Os principais problemas encontrados, segundo a coordenadora do Programa de Análise de Produtos do Inmetro, Rose Maduro, foram a diferença na capacidade de volume e na espessura do alumínio.
“Dez delas não atendiam o volume que deveriam conter. O consumidor está tendo prejuízo quando compra [comida em] uma quentinha que tem menos volume. Duas marcas apresentaram espessura menor. A embalagem fica mais fina, colocando em risco o consumidor, que pode se queimar com mais facilidade se a quentinha se rasgar.”
Segundo a técnica do Inmetro, somente quatro empresas deram explicações ao instituto sobre o resultado da pesquisa. Duas delas disseram que vão se adequar às normas e outras duas alegaram não haver regulamentação do Inmetro sobre o assunto, embora haja norma específica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou pesquisa que constatou divergências na fabricação das embalagens de alumínio conhecidas como “quentinhas”. Das 11 marcas analisadas, todas apresentaram algum tipo de irregularidade em relação a pelo menos um dos itens: espessura do alumínio, volume e informações que deveriam constar no fundo da embalagem.
Os principais problemas encontrados, segundo a coordenadora do Programa de Análise de Produtos do Inmetro, Rose Maduro, foram a diferença na capacidade de volume e na espessura do alumínio.
“Dez delas não atendiam o volume que deveriam conter. O consumidor está tendo prejuízo quando compra [comida em] uma quentinha que tem menos volume. Duas marcas apresentaram espessura menor. A embalagem fica mais fina, colocando em risco o consumidor, que pode se queimar com mais facilidade se a quentinha se rasgar.”
Segundo a técnica do Inmetro, somente quatro empresas deram explicações ao instituto sobre o resultado da pesquisa. Duas delas disseram que vão se adequar às normas e outras duas alegaram não haver regulamentação do Inmetro sobre o assunto, embora haja norma específica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).





















